Fusão da Petz com Cobasi representa avanço da rede para ser gigante do segmento pet

Em 2021, após compra da Zee Dog, a empresa disse que buscava se tornar o melhor ecossistema do setor até 2025

Petz

As varejistas Petz e Cobasi comunicaram sua fusão ao mercado nesta sexta-feira, 19. Juntas, as empresas acumulam uma receita de R$ 6,9 bilhões, mais de 480 lojas físicas e o título de maior companhia do setor. O anúncio motivou a disparada das ações da Petz. Às 10h45, estavam em alta de 40,57%, a R$ 4,90.

“A fusão desses dois lideres de mercado vai resultar no surgimento de uma empresa ainda maior e relevante, que vai buscar uma eficiência maior através das suas sinergias operacionais. Esse movimento definitivamente deve elevar o índice de competitividade do mercado, porque todos os players vão lutar para se equiparar ao padrão de desempenho e operação que vai ser estabelecido ao longo dos anos”, afirma Eduardo Yamashita, COO da Gouvêa Ecosystem.

Em fato relevante, as empresas comunicaram que cada grupo controlador terá 50% da nova companhia. Serão distribuídos ainda R$ 450 milhões da Cobasi para os acionistas da Petz.

“Empresas concorrentes muitas vezes têm conjuntos de habilidades e recursos complementares e, ao unir essas forças, elas podem criar uma entidade mais completa e capaz de atender às necessidades dos clientes de forma mais abrangente. No caso da Petz e Cobasi, o mercado identifica a Cobasi como a empresa que possui melhor atendimento em loja, enquanto a Petz é conhecida por investir mais em tecnologia”, explica Priscila Rosas, sócia da Fortezza Partners.

Mercado em números 

Dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) apontam que o Brasil ocupa a terceira posição no ranking global de faturamento no segmento pet, com uma fatia de 4,95%. O país está atrás dos Estados Unidos, que detém 43,7%, e China, com 8,7%. Em 2023, o setor faturou R$ 68,9 bilhões, com um crescimento anual estimado de 14%.

“Pensando no consumidor, podemos esperar uma marca ainda mais forte e com melhorias no nível de serviço dos consumidores finais. Além disso, haverá uma movimentação grande dos players para competir nesse novo cenário. Pensando na nova marca, também podemos prever o fechamento de lojas para redução de custos, uma vez que as duas empresas tem lojas nas mesmas localizações”, Yamashita afirma.

Diversas varejistas enxergam o potencial de exploração do setor no Brasil. Em 2023, a marca de calçados e acessórios Melissa, do Grupo Grendene, anunciou sua estreia no segmento pet com uma coleção que celebra a conexão entre os animais de estimação e seus tutores. A coleção Pets era formada por bolas, mordedores, coleiras e guias desenvolvidas com referências a ícones da marca.

“O segmento pet no Brasil é absolutamente pulverizado. Quando somamos o faturamento dos cinco maiores varejistas do setor, o número representa menos de 15% das vendas totais do mercado. A maior parte dele vai continuar nas mãos de pequenos, independentes e regionais varejistas espalhados por todo o país. Além disso, apresenta uma multiplicidade de canais importantes – a categoria é vendida em super e hiper mercados, lojas especializadas, pet shops de bairro, etc, e conta com serviços de higiene, medicamentos e beleza”, finaliza o executivo.

Em 2021, a Petz já expandia o seu domínio com a compra da plataforma Zee Dog por R$ 715 milhões. À época, a empresa disse em fato relevante que o negócio representava “um movimento único de transformação e consolidação do mercado pet, e fundamental na busca pela visão do Grupo Petz de ser mundialmente reconhecido como o melhor ecossistema do segmento pet até 2025”.

Imagem: Montagem/MERCADO&CONSIMO

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