O que temos de mais moderno na Logística? Vale aplicar na sua empresa?

Por Giuliana Grinover*

Estamos diariamente envolvidos em projetos e clientes que são cada vez mais exigentes e que nos requisitam conhecimento e experiências inovadoras. E isso acontece também na área da Logística e Suplly Chain. Claro, precisamos estar sempre atentos às novidades e inovações. Mas será que toda empresa está preparada? Será que toda empresa precisa ter todas as inovações? Será que as novidades aplicam-se ao nosso País?

As inovações permeiam todas as áreas da Logística:
• Inovações nas embalagens, que reaproveitam ítens ou têm embalagens permanentes vai-volta, locação de embalagens, preocupados com a sustentabilidade e com os custos envolvidos;
• Movimentação de materiais utilizando equipamentos inteligentes, empilhadeiras, elevadores, todos de alta tecnologia;
• Estruturas de armazenagem modulares de materiais resistentes e ao mesmo tempo flexíveis, esteiras e pontes rolantes;
• Automação implacável com o uso de elevadores, robôs e paletizadores automáticos;
• Leitores e coletores de dados, com comando de voz, RFID e outros dispositivos;
• Integração das informações com fornecedores, clientes e prestadores de serviço, para garantir a tomada de decisão correta em tempo ágil.

A tecnologia vem nos mostrando cada vez mais que pode facilitar a operação do dia a dia dos centros de distribuição, porém tem um custo, muitas vezes elevado!

As empresas estão se mobilizando para atingir sua melhor produtividade em toda a cadeia logística. Os varejistas, mesmo com toda a crise do País, têm feito investimentos importantes. Muitas inovações já são realidade para muitas empresas.

A Riachuelo, por exemplo, em Guarulhos – São Paulo: “O empreendimento, que ocupa 106 mil m², o equivalente a 12 campos de futebol, custou R$ 120 milhões à empresa e será totalmente automatizado. De acordo com a demanda dos estoques, as mercadorias serão levadas por equipamentos até os caminhões. Algumas áreas do galpão dispensarão iluminação, já que parte do trabalho será feito por robôs”. – Revista Época Negócios, maio/2015.

De qualquer forma, esses investimentos devem ser calculados e recalculados, para que tenham o retorno esperado. E cada setor empresarial tem suas características e complexidades, bastante importantes, a serem levadas em conta.

Importante também é observar e estudar as melhores práticas aplicadas aqui no Brasil e fora do País, em setores semelhantes ou completamente diferentes aos da empresa. Nem sempre o que é melhor para uma empresa na Europa, por exemplo, pode ser bem aplicada no Brasil e atingir os mesmos patamares de eficiência. A análise é válida sim, mas traduzir, ou como muitos dizem, “tropicalizar” as best practices são coisas bem diferentes. Os estudos são fundamentais para aplicar todas as inovações disponíveis na logística e, constantemente, outras novidades são lançadas. Temos que ficar atentos!

*Giuliana Grinover (giuliana.grinover@agrconsultores.com.br) é sócia e head da GS&AGR Consultores

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