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Só não dá para esquecer

Tudo que foi visto, discutido, analisado e debatido durante a NRF 2017, nas visitas técnicas, nas palestras, nas reuniões dos grupos, nos wrap ups, nos encontros informais e, por fim, no Retail Executive Summit em Nova Iorque, se transforma num conjunto significativo de informações e possibilidades que precisam ser avaliadas para escolher o que fazer com tudo isso em nossa realidade empresarial, profissional e também pessoal.

Esse é talvez um dos maiores desafios depois de tanta provocação proporcionada por tanta estimulação.

Sempre lembramos a proposta prática da Luiza Helena que, ano após ano, participando de nosso grupo, ao voltar seleciona cinco grandes temas, ou provocações, sobre os quais irá se debruçar para implantar em seus negócios ou sua vida.

Ao observador mais atento a quantidade de informações, conceitos e propostas chega a dificultar a escolha e a opção do que fazer com tudo isso.

Como tudo que temos vivido, é um excesso de informação que precisa ser destilada para que permaneça o que é fundamental no meio de tantas coisas importantes.

Para isso realizamos os pós NRF desde que começamos a participar do evento nos Estados Unidos há 28 anos, buscando condensar, organizar, complementar, ordenar e exemplificar as principais iniciativas para permitir o melhor aproveitamento a partir do trabalho desenvolvido pela equipe técnica de 22 pessoas que conosco participa do evento.

A ideia parece que funciona muito bem, pois todos os outros grupos participantes do evento a tem copiado desde então.

Talvez a maior diferença seja a qualificação técnica dos participantes de nosso grupo que permite discussões com um nível de profundidade e autoridade que torna o aprendizado muito mais ambicioso com a curadoria do grupo de profissionais que trabalha para sistematizar esse conhecimento.

Muita contribuição importante e relevante para o presente e o futuro dos negócios e nossa atividade.

Mas as apresentações e debates durante o exclusivo Retail Executive Summit no Ballroom do Waldorf Astoria na 4a feira seguinte ao encerramento da NRF, com palestras de Alan Greenspan, Apple, Facebook, Zeina Latif, NPD, Marcos Troyjo, Whole Foods, do time técnico da Grupo GS& e convidados e, em particular do presidente da Riachuelo, Flávio Rocha, trouxeram um componente importante na visão geral do resultado de todo esse período.

Esse elemento adicional envolveu uma análise aprofundada da realidade nacional comparada com o cenário internacional, sua perspectiva de curto, médio e longo prazo e, principalmente, uma provocação mais ampla sobre o papel do setor empresarial nacional, especialmente aquele ligado ao varejo e consumo, na construção de uma proposta de longo prazo para o país.

Do conjunto das apresentações ficou claro o cenário morno no ambiente global apimentado pela presença perturbadora do novo presidente Donald Trump, que em seus primeiros dias de governo mostrou que o apocalíptico discurso de campanha tenderá ser levado adiante em seu período presidencial. Com consequências políticas e econômicas redesenhando o quadro global.

Ficou clara também a posição relevante que o Brasil ocupa no Mundo, em termos estratégicos, econômicos, políticos e sociais e que está momentaneamente ofuscada pela densa neblina gerada pelos recentes governos que nos fizeram afastar do caminho que vínhamos trilhando na modernização de nossa economia e da própria Sociedade. Com evidentes consequências no consumo e no varejo.

Foi discutido como o mercado global como um todo se transforma de forma radical e em velocidade crescente não deixando espaços para tropeços e hesitações, pois está sendo constantemente desafiado por corporações, negócios, empresas, marcas e, principalmente, consumidores-cidadãos em constante e permanente evolução. Empoderados e buscando intensamente melhores ofertas em sua plenitude.

Foi analisado como o momento recente do Brasil destruiu valor em todas as  suas formas pelos equívocos cometidos no passado recente com dramáticas consequências no emprego, na renda, na confiança e afastou o país do patamar competitivo fundamental para seu crescimento sustentável.

E por  fim, e mais importante, discutiu de forma direta e provocante, o quanto o segmento empresarial, em especial aquele mais sensível à economia real e ligado ao consumo e varejo, deveria repensar sua atuação, fragmentada numa representação pulverizada, na busca de  alternativas para desenvolver e implantar um projeto estratégico de longo prazo para o Brasil.

São momentos como esse, onde a distância no tempo e no espaço estimula uma visão mais nítida do momento que vivemos, analisa o que nos aconteceu e constata a ampliação do fosso entre o que podemos e o que temos, que estimula um pensamento mais ambicioso e estratégico.

E nesse aspecto o Retail Executive Summit foi o melhor fechamento possível para um período de constatações e intenso aprendizado para todos que puderam estar conosco na NRF 2017.

Mas a mais importante lição é que não deveríamos nos esquecer em dar a necessária prioridade aos grandes temas nacionais.

A omissão e a delegação de responsabilidade do setor privado nacional custou muito caro à Nação Brasileira.

Além de todos aprendizados conceituais, técnicos, operacionais e estratégicos, não podemos nos esquecer que o país que queremos não será construído por políticos ou burocratas de órgãos governamentais dos três poderes, por mais capazes e bem intencionados que sejam.

O país que queremos depende cada vez mais da decisiva, organizada, ambiciosa e estratégica atuação do setor empresarial nacional, atuando em conjunto com os poderes constituídos, mas com sua visão pragmática e estruturada, de quem sabe fazer acontecer, propondo e medindo resultados a cada momento.

Este é a mais importante lição que deveria ter ficado para cada um dos presentes e a partir de agora em nossas vidas.

Aqueles que estiveram conosco, líderes que inspiram líderes, deveriam se sentir profundamente inspirados para repensar sua própria atuação e ambição com a missão de transformar o Brasil.

Nada tão simplesmente fundamental.

 

PS: A partir do dia 14 de Fevereiro no Rio de Janeiro e no dia 15 de Fevereiro em São Paulo e estendendo-se por mais 12 cidades brasileiras e na América Latina, concluindo no dia 19 de Abril em Portugal, acontecerá o ciclo de apresentações Pós NRF 2017 da GS&MD – Gouvêa de Souza, oportunidade que todos esses conceitos serão apresentados e debatidos pela equipe da empresa e seus convidados especiais.. ACESSE O SITE AQUI.

Marcos Gouvêa de Souza

Marcos Gouvêa de Souza

Marcos Gouvêa de Souza é fundador e diretor-geral da Gouvêa Ecosystem, membro do IDV – Instituto para o Desenvolvimento do Varejo, do IFB – Instituto Foodservice Brasil, Presidente do LIDE Comércio e membro do Ebeltoft Group, aliança global de consultorias especializadas em varejo em mais de 25 países. Publisher da plataforma Mercado & Consumo.

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