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“O digital é o novo normal”, afirma CEO da C&A

Em live realizada pela Mercado & Consumo em parceria com a GS&MD nesta terça-feira (1° de abril), Paulo Correa, CEO da C&A; Artur Grynbaum, presidente do Grupo Boticário; e Marcelo Maia, CEO do Grupo Dia, falaram sobre os desafios do setor varejista e o movimento que envolve a ampliação da infraestrutura digital dos seus serviços em tempos de coronavírus.

Para os executivos, essa crise ainda será composta por muitos momentos difíceis, uma vez que as operações em lojas físicas estão praticamente paralisadas no Brasil e no mundo, porém um legado positivo será encarregado de transformar o cenário das empresas, assim como o comportamento dos consumidores após o período da doença.

Alinhado a isso, Paulo Correa, presidente da C&A, destaca que o segmento de moda é um dos mais afetados. O executivo explicou que precisou fechar cerca de 300 lojas espalhadas pelo país, assim como os centros de distribuições, mantendo apenas o CD destinado ao e-commerce em operação. “O varejo é uma grande plataforma de serviço à sociedade. Se não há pessoas nas ruas para comprar, não faz sentindo mantermos as lojas abertas apenas para mostrar que estamos operando fisicamente”, disse.

Assim, Correa destaca que estão apenas com uma loja em funcionamento, que é a digital. O executivo conta que a empresa está focando ainda mais no e-commerce e colocando em prática iniciativas para maximizar o canal on-line, mas sem deixar de lado o retorno da companhia para o ambiente off. “Hoje, o nível de digitalização do brasileiro está brutal e isso gera um engajamento exponencial para a transformação nesse ambiente, que já vinha acontecendo antes dessa crise”, explica.

Funcionários do escritório trabalhando 100% no modelo home office, cancelamento de viagens dos executivos, lojas fechadas, inclusão de plataformas digitais para manter o contato com o time, fornecedores e clientes são algumas das medidas adotadas pela varejista para combater os efeitos da crise.

Questionado por Marcos Gouvêa de Souza, diretor-geral e fundador do Grupo GS& Gouvêa de Souza, sobre como o consumidor e a gestão dos negócios da empresa sairão desse período, o presidente da C&A foi enfático: “o consumidor terá menos poder de compra e estará mais digitalizado. Já as empresas terão uma gestão ainda mais integrada virtualmente com o amadurecimento deste formato [forçado] de trabalho (escritório vs casa) e, ao mesmo tempo, contarão com a colaboração e capacidade de estar junto de outros stakeholders, clientes, fornecedores.”

* Imagem reprodução

Redação

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