Segundo CEO da Petz, a humanização do pet tem relação direta com a urbanização

O empresário Sérgio Zimerman, CEO e fundador da rede de pet shop Petz, disse que havia registrado semanas antes do início da pandemia seu pedido de abertura de capital quando foi pego de surpresa – assim como todos os brasileiros. O executivo foi um dos convidados do webinar Mercado & Consumo em Alerta desta manhã (17), que contou ainda com as participações de Paulo Camargo, presidente da Arcos Dorados (McDonald’s) e Alessandra Restaino, superintendente de Produto e Marketing da Le Postiche.

Segundo Zimerman, a quarentena trouxe um crescimento do segmento pet. Ele disse que o momento intensificou uma maior humanização nesta relação com o aumento da presença de pets nas casas das pessoas, assim como maior compra de petiscos e agrados, onde a tendência de comportamento da sociedade se dá pela necessidade de afeto e troca. “Essa humanização do pet tem relação direta com a urbanização”, disse.

A rede de pet shops precisou fortalecer seu canal digital e com isso apresentou um crescimento significativo se comparado a anos anteriores. “Metade desse volume veio de consumidores que não eram clientes da Petz”, disse Zimerman ao explicar que o salto nas vendas online não foi por acaso. “Iniciamos uma estratégia multicanal que começou a ser estruturada em 2015, com isso, a Petz estava preparada para absorver a demanda que seria (e foi) alta”, compeltou.

Antes da crise, por exemplo, todas as 108 lojas da varejista no País já ofereciam ao consumidor a alternativa de comprar pelo site ou pelo aplicativo e retirar no ponto de venda mais próximo. Parte de um segmento que foi considerado como serviço essencial, a Petz teve apenas cinco de suas unidades, instaladas dentro de shoppings, fechadas. Mas, mesmo com os pontos de venda em operação, a queda das lojas físicas foi inevitável. E a própria empresa buscou dar opções para preservar os clientes.

Neste caminho, a Petz lançou um serviço batizado de Zero Contato. Por meio do recurso, disponível já nas primeiras semanas da crise, o consumidor podia fazer o pedido pelo site ou aplicativo e escolher a loja mais próxima para retirar os produtos. Chegando à unidade, um atendente é encaregado de colocar a mercadoria no carro do cliente, sem nenhuma interação física. “Dos produtos que vendemos no digital, entre 70% e 80% são expedidos da loja mais próxima”, diz o empresário. “Essa visão multicanal nos dá condições de ganhar participação no online, mas sem comprometer a saúde da operação.”

Doações

A rede de pet shop fez uma doação de R$ 1 milhão para ajudar a combater a epidemia do novo coronavírus. O valor foi direcionado para colaborar com a capacitação e treinamento de profissionais na linha de frente, montagem e acompanhamento dos hospitais de campanha, equipamentos de segurança, compra de respiradores e demais necessidades para o momento. Além disso, a empresa adotou também o uso de álcool em gel e distanciamento mínimo de segurança nas lojas e implementou os serviços médicos do Centro Veterinário Seres em domicílio.

Segundo o executivo, os esforços estão voltados para a sociedade e a ideia é estimular ainda mais doações. “Queremos que nosso país saia logo desta situação difícil e sem precedentes na história. Que todos tenham  o sentimento de colaboração e coletividade neste momento difícil”.

Este webinar contou com patrocínio da ACI Universal Payments, empresa com solução única e universal que oferece pagamentos em tempo real corporativos e de varejo.

* Imagem reprodução

Sair da versão mobile