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Uma CHAVE para o novo mundo

O ditado popular “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come!” está cada vez mais apropriado para o momento em que vivemos. Logo no início do isolamento social determinado pelos governantes na pandemia de COVID-19, a batalha entre Saúde e Economia nos impôs uma polêmica de difícil posicionamento. Manter o mercado “correndo”, com as portas abertas, e expor a sociedade a um risco de contaminação superior à capacidade de leitos nos hospitais… ou ficar esperando uma melhoria dos níveis de contaminação, com as portas fechadas, e expor a sociedade a uma crise econômica ainda mais aguda que aquela vivida nos últimos anos?

É realmente difícil defender qualquer um dos lados nesse cabo de guerra. Também é difícil encontrar o ponto de equilíbrio e encontrar o ritmo da caminhada, sem correr nem ficar parado. Cada empresa teve que buscar o seu próprio caminho e sua própria velocidade. Pudemos ver a grande maioria das empresas escolhendo o caminho da transformação digital (ou, no mínimo, incorporação de redes sociais para manutenção de contatos com o mercado consumidor) e, nesse tema, a velocidade foi intensa. As empresas estabeleceram processos ágeis para colocar no ar, em poucas semanas, projetos que durariam meses para serem implementados.

Outro ponto de rápida transformação foram os cuidados com a saúde das pessoas. As empresas de atividades essenciais, que mantiveram suas atividades durante todo período de quarentena, rapidamente estabeleceram novos processos e equipamentos de proteção para proporcionar segurança aos clientes e equipes de trabalho.

A união dos dois temas acima começa a nos direcionar para um caminho onde todos precisaremos passar e, de alguma forma, muitos já estão caminhando. Os primeiros passos já estão sendo dados e muitas empresas já estabeleceram novos processos, canais de vendas, competências etc., mas será que as pessoas estão sendo capacitadas para o Novo Mundo? Será que as empresas estão aproveitando esse momento de quarentena para requalificar suas equipes? Independente da transformação digital e dos cuidados com a saúde a cultura da sociedade está em processo de mutação! E a transformação das culturas corporativas? Estão se transformando também!

Será pouco eficaz para as empresas, se investirem em grandes transformações, mas não atuarem intensamente na capacitação do desenvolvimento e qualificação de seus times nesse momento. Um excelente exemplo de investimento em transformação da cultura corporativa, que vem sendo intensamente conduzido, é a Danone. A empresa realizará o Campus Experience Brasil 2020, trata-se de um evento para os seus 4.500 funcionários, onde o objetivo é fomentar o modelo mental (mindset) de inovação e transformação digital. Por causa da pandemia, será online e contará com temas como inovação, colaboração em rede e foco no consumidor. O evento está em linha com a visão corporativa da Danone chamada One Planet One Health (Um Planeta Uma Saúde, em tradução literal), a qual defende que os indivíduos, ao fazerem suas escolhas de consumo, escolhem o mundo que querem viver. O resultado esperado é que os profissionais Danone apliquem essas novas competências em suas rotinas de trabalho.

Como podemos ver, as transformações do mundo virão e, como a Danone, as empresas serão obrigadas a requalificar suas culturas corporativas para que as transformações estruturais tenham resultados positivos na sustentabilidade das empresas. Será importante usar a C.H.A.V.E. para abrir as portas da empresa para o Novo Mundo. Enquanto o Mundo ainda está em processo de transformação, use os cinco pontos da C.H.A.V.E. para requalificar suas equipe e não ficar parado, enquanto ainda não podemos correr:

CUIDADOS COM AS PESSOAS
HUMANIZAÇÃO DO ATENDIMENTO
ATITUDE 24×7
VISÃO AMPLIADA EM 360°
ESTRATÉGIAS DE CURTO PRAZO

Cuidados com as pessoas: a sociedade valorizará quem se preocupa com a saúde das pessoas.

Humanização do Atendimento: mesmo que haja forte transformação digital nas empresas, a sociedade continuará valorizando a conexão emocional entre seres humanos.

Atitude 24×7: estar conectado o tempo todo na transformação da cultura da sociedade e disponível para o cliente sempre que ele precisar, sabendo desaprender para reaprender.

Visão ampliada 360º: compreender as demandas da sociedade e ter um propósito de atuação que contribua com resultados positivos para ela.

Estratégias de Curto prazo: reduzir os prazos de revisão dos planos estratégicos para ajustar às demandas emergentes (que serão cada vez mais intensas).

* Imagem reprodução

Luiz Guilherme Baldacci

Luiz Guilherme Baldacci

Guilherme Baldacci é sócio-diretor da Friedman, empresa da Gouvêa especializada em Gente, Gestão, Talentos e Treinamento. Baldacci possui mais de 25 anos de carreira focada no varejo e ampla vivência em gestão de operações em empresas de franchising e consultoria.

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