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Mercado pet apresenta potencial de crescimento com profissionalização no varejo

Considerado como serviço essencial em tempos de quarentena e com o aumento de animais adotados no período, o mercado pet tem tudo para comemorar. Entretanto, também enfrenta seus desafios: rápida adaptação de procedimentos operacionais, garantindo segurança e saúde do consumidor, além de ter uma concorrência ativa, gerando maior necessidade de profissionalização para potencializar o atendimento ao cliente e conquistar resultados ainda melhores.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Pet Brasil em 2019 mostrou que apenas 1,8% do mercado pet no Brasil é composto por Mega Stores, 18,6% é composto por lojas de médio porte e 79,6% são formados por microempreendedores, com lojas de vizinhança.

Como em qualquer outro setor do varejo, pet shops também precisam ter padrões de organização e limpeza do salão de vendas e estoque, além de ferramentas de apoio para manutenção dessa rotina. Independente do porte da loja é preciso ter normas e procedimentos para oferecer um melhor serviço ao cliente, criando um diferencial através do modelo de atendimento. Estes são fatores decisivos para atrair melhores resultados, especialmente em um cenário onde a concorrência é cada vez mais acirrada.

O mercado pet no Brasil é considerado o segundo maior do mundo, ficando ao lado de países como Reino Unido, Alemanha e França, que perdem somente para os Estados Unidos, que ocupam a primeira posição no ranking. Estamos falando de um mercado que movimenta mais de R$ 34 bilhões, com potencial de crescimento, mesmo em um cenário em que diversos outros setores do varejo apresentam retração.

A Friedman, empresa especializada em produtividade e aumento de resultados em pontos de venda, realizou uma pesquisa com 70 microempreendedores do mercado de pet shop. Apenas cinco dos entrevistados realizaram demissões, suspenção de contratos de trabalho e/ou redução da jornada de algum colaborador por causa da pandemia de COVID-19. Mais de 50% afirmaram que a atual situação não gerou impactos dessa natureza para o negócio e que ainda conseguiram manter o mesmo nível de faturamento ou tiveram um faturamento maior do que o habitual. Quando questionados sobre qual área do negócio é responsável por maior fatia do faturamento, 43% afirmaram ser a venda de produtos na loja, 30% atribuíram maior parte do resultado à clínica veterinária, 22% informaram que o faturamento é bem equilibrado entre todas as áreas e apenas 5% selecionaram centro estético (serviços de banho e tosa) como a área que representa maior fatia do faturamento do negócio.

Quando questionados sobre as expectativas da variação do faturamento nos próximos 6 meses, 48% acreditam que o nível de faturamento vai aumentar, 40% acham que o faturamento vai se manter e 12% é mais pessimista e dizem que vai diminuir.

O baixo impacto frente ao cenário atual (adverso para tantos segmentos) e as divergências de faturamento entre as áreas do negócio mostram um pouco do potencial de crescimento do mercado pet. Ao encontrar o equilíbrio entre a oferta de produtos e serviços, estabelecendo metas, acompanhando indicadores e desenvolvendo sua força de vendas, o potencial de crescimento é ainda mais promissor. O segredo está na profissionalização do setor para um modelo de gestão e vendas que seja ágil e sistêmico, com processos bem definidos, como já acontece de forma tão presente em diversos outros setores do varejo.

* Imagem reprodução

Roberta Andrade

Roberta Andrade

Roberta Andrade é responsável pela criação de soluções e condução de projetos para varejistas e prestadoras de serviços na Friedman, empresa da Gouvêa especializada em Gente, Gestão, Talentos e Treinamento.

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