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Emoções guiam consumidor e estimulam as vendas no varejo americano

A alta expressiva de vendas no varejo americano nos dois últimos meses do ano passado foi motivada pela necessidade do consumidor de compensar a ansiedade e o estresse vividos ao longo de 2020. A análise é do economista-chefe da National Retail Federation (NRF), Jack Kleinhenz.

As vendas tiveram alta de 8,3% nos dois últimos meses de 2020, o maior índice registrado desde 2002, batendo os 6,8% de 2004 e correspondendo a mais do que o dobro da média de 3,5% dos cinco anos anteriores (em 2019, a alta foi de 4%).

Os dados constam da Revista Econômica Mensal da NRF, federação que representa o setor nos Estados Unidos, e mostram, ainda, que os gastos de férias de US$ 789,4 bilhões durante novembro e dezembro foram os mais altos já registrados, apesar da pandemia de coronavírus. Os números excluem gastos em concessionárias de automóveis, postos de gasolina e restaurantes.

Kleinhenz citou a tese do economista inglês John Maynard Keynes de que o comportamento do consumidor às vezes pode ser governado por “espíritos animais” em vez de motivação racional, o que resulta em flutuações na economia.

“As emoções das famílias provavelmente influenciaram as decisões econômicas dos feriados, uma vez que os consumidores queriam compensar a ansiedade e o estresse experimentados durante 2020 e gastaram em presentes para desfrutar de férias melhores do que o normal. Este foi claramente um ano em que os espíritos animais superaram a sabedoria convencional”, afirma Kleinhenz.

Ele destaca que a temporada de férias foi atípica e sem precedentes. “Quando montamos nossa previsão para o fim do ano de 2020, sabíamos que os resultados poderiam ser mais altos e que as vendas poderiam exceder aquela previsão”, disse.

Empolgação versus preocupação

Na análise do economista, houve um conflito entre a empolgação com os feriados e as preocupações com o ressurgimento dos casos Covid-19, mas a capacidade dos consumidores de gastar acabou impulsionada por medidas de estímulo do governo e pelo dinheiro economizado por não viajar, jantar fora ou participar de eventos de entretenimento em 2020.

O aumento do valor das residências e dos preços das ações também deu suporte para os gastos, enquanto a disponibilidade de vacinas contra a Covid-19 ajudou a aliviar as preocupações com o vírus e as restrições estaduais à atividade.

O total de gastos no fim do ano nos Estados Unidos inclui as vendas online e outas modalidades fora da loja, que registraram alta de 23,9%, para US$ 209 bilhões. Em 2019, alta foi de 14,7%.

Segundo Kleinhenz, o fato de os varejistas terem inovado durante a pandemia ajudou. Mesmo quando já era tarde demais para garantir a entrega de pedidos online, muitos consumidores ainda faziam pedidos, mas tiravam proveito dos serviços de coleta na loja e drive-thru que os varejistas haviam aperfeiçoado nos meses anteriores.

Imagem: Bigstock

Redação

Redação

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