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Boom do e-commerce e cliente inexperiente fazem tentativas de fraude subirem 54% em 2020

O crescimento do e-commerce em meio à pandemia de Covid-19 teve impacto direto na quantidade de tentativas de fraude no varejo eletrônico em 2020. Segundo os dados do “Mapa da Fraude”, produzido pela Clearsale, foram 3,5 milhões de registros no ano passado, o que representou uma alta de 53,61% na comparação com 2019.

É o maior número já registrado pela empresa, provedora global de soluções contra esse tipo de problema, que divulga levantamentos do tipo há duas décadas. No entanto, apesar da alta expressiva, ela foi menor do que a registrada no número de pedidos no mesmo período (73,84%).

A Clearsale classifica como tentativas de fraude todas as transações que, por algum motivo, foram consideradas suspeitas ou foram confirmadas após análise. Ainda segundo a empresa, elas não necessariamente resultaram em prejuízo para o varejo, uma vez que a imensa maioria foi barrada pelos sistemas de proteção da companhia.

Em 2020, 267 milhões de transações foram analisados no Brasil – no caso do e-commerce, foram considerados apenas pagamentos feitos por meio de cartão de crédito.

Inexperiência dos consumidores

Segundo a empresa, os fraudadores se aproveitaram da entrada de novos consumidores no e-commerce quando as lojas físicas foram fechadas. Inexperientes no uso das ferramentas de compra virtual, eles ficaram mais expostos aos golpes.

Além de fazer seu tradicional levantamento anual, a Clearsale também fez uma comparação pontual para checar o impacto direto da pandemia nas tentativas de fraude. Segundo esses dados, entre março e dezembro de 2019, período considerado “pré-pandemia”, foram 2,2 milhões de tentativas. No “pós-pandemia”, entre março e dezembro de 2020, foram 3,2 milhões. A alta é de 45,45%.

Mais uma vez, o aumento foi grande, mas, ainda assim, inferior ao crescimento da quantidade de pedidos no e-commerce, que passou de 131 milhões para 245 milhões no mesmo período – alta de 87%.

Itens pertencentes a categorias que têm mais liquidez, ou seja, alta procura e fácil venda no mercado paralelo, foram os mais fraudados do ano passado. Pela ordem, apareceram as categorias “celulares”, “automotivo” e “alimentos”.

Os tipos de fraude mais comuns

O Mapa da Fraude da Clearsale dividiu os tipos de fraude em três:

Fraude efetiva
O fraudador chega, navega pela loja, efetua a compra e, na hora de pagar, insere os dados roubados de cartão de crédito de bons consumidores. Por se tratar de dados corretos, a identificação da ação se torna mais difícil.

Fraude amigável
Quem está efetuando a compra não é o titular, e sim uma pessoa próxima, como o filho ou a mãe. Como o titular do cartão não sabe que a pessoa usou seus dados, ele contesta a compra.

Autofraude
O titular efetua a compra com o próprio cartão e, após receber o produto ou serviço, entra em contato com a administradora para contestar o lançamento na fatura, como se não reconhecesse a dívida.

Imagens: Bigstock e Divulgação

Aiana Freitas

Aiana Freitas

Aiana Freitas é editora-chefe da plataforma Mercado&Consumo. Jornalista com experiência na cobertura de tendências de consumo, varejo, negócios, finanças pessoais e direitos do consumidor.

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