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Gestão do conhecimento em meio à pandemia: desafios do porvir

Por: Maurício Pedro

A gestão do conhecimento está presente no meio organizacional há algumas décadas, porém nem sempre foi prioridade. Normalmente, há uma concorrência natural de projetos nas organizações e as temáticas acabam se misturando. Competições por recursos ocorrem até porque as empresas são organismos vivos e acabam reagindo ao meio para garantir a sua sobrevivência, principalmente em situações de crise.

Mas, afinal, o que mudou na gestão do conhecimento por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19)? Em um primeiro momento, as empresas adotaram o home office e, com isso, os colaboradores que atuavam no meio corporativo acabaram levando “a empresa” para dentro de casa. Com isso, processos corporativos migraram para ambientes não corporativos, sem planejamento prévio e de maneira abrupta, o que gerou, por vezes, desconforto e estresse.

Usamos e abusamos da tecnologia, o que permitiu a integração e a democratização do espaço de aprendizagem e a produção de conhecimento, encurtando distâncias a partir de videoconferências e de sistemas de compartilhamento de documentos, associados a aplicativos de interação por voz e imagem, fazendo toda a diferença. De cara, trouxeram mais organização e agilidade. Há muito mais gente participando dos processos decisórios.

Nesse contexto, é fato que as atenções se voltaram para o papel da gestão do conhecimento. O momento da pandemia trouxe paradoxalmente uma perspectiva nova e positiva em relação ao conhecimento, à informação e ao aprendizado. Passamos a cultivar hábitos diferentes no trabalho a partir do uso de ferramentas de conferência que permitiram reuniões mais coletivas, além de uma participação efetiva na construção de ideias e de projetos.
O aspecto curioso é que a maioria dessas ferramentas, se não todas, já estava disponível, mas a pandemia serviu como uma alavanca do processo de transformação digital. As pessoas descobriram talentos adormecidos, como gosto pelo estudo e capacidade de autoconhecimento, e o isolamento social escancarou a capacidade humana de aprender de forma rápida.

E, neste momento, aumentam as possibilidades: áreas de treinamento e desenvolvimento têm oportunidade de planejar ações que tragam resultados eficientes para os colaboradores e para a empresa, uma vez que as pessoas estão motivadas e dispostas a aprender e a se desenvolver. Afinal, conhecimento é uma necessidade vital e os estímulos acontecem a todo tempo no meio em que estamos.

Desta forma, as educações corporativas das empresas e instituições públicas tiveram de acelerar o processo de transformação digital com o advento da pandemia. Elas precisaram promover ações de desenvolvimento de curta duração com métodos leves e que “trouxessem” ferramentas para que os profissionais pudessem rapidamente colocar em prática no seu dia a dia de trabalho e/ou de seus pequenos negócios. A transformação digital na educação corporativa já vinha acontecendo, mas a pandemia intensificou este processo.

Segundo Marisa Eboli, especialista em educação corporativa, o grande aprendizado da educação corporativa pós-pandemia é continuar olhando as estratégias do negócio e as competências individuais, sem deixar de considerar as necessidades das pessoas, do ponto de vista humano.

A gestão do conhecimento pressupõe, portanto, o aprendizado coletivo e colaborativo. A partir dela, é possível, por exemplo, desenvolver ações para manter a equipes engajadas e produtivas por meio de conversas remotas e virtuais, prevendo acolhimento, abertura ao diálogo, escuta ativa, orientação, ajudando a delinear ações de prospecção e manutenção dos clientes.

Ou seja, quanto mais novidades, novas tecnologias e novos conhecimentos, mais rica é a jornada do conhecimento que não tem fim em si, mas é um ciclo que realizamos para direcionar o nosso caminhar. As empresas não só estão nesse meio, como também precisam sobreviver a ele e nele. A partir de agora, o desafio para a gestão desse conhecimento irá aumentar. As empresas precisarão estar mais atentas e criar processos de guardar, reter e gerar conhecimento.

Maurício Pedro é gerente do atendimento corporativo do Senac São Paulo.

Redação

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