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Associações sugerem medidas para comércio reabrir com segurança

ACSP e Facesp enviaram ofício ao Governo do Estado de São Paulo

Em ofício enviado ao Governo de São Paulo, a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) pedem flexibilização para que o comércio, principalmente o “não essencial”, volte a abrir as portas. Para isso, as entidades sugerem horário escalonado de abertura e funcionamento das atividades, bem como campanha de conscientização do consumidor e da população.

O Estado voltou à fase vermelha do plano de flexibilização da economia nesta segunda-feira (12), depois de quase um mês na fase chamada de emergencial. Nas duas, apenas o comércio essencial pode funcionar livremente.

O documento enviado ao governador João Dória (PSDB) reconhece a gravidade da pandemia, cujo comportamento inesperado e virulento colocou sobre forte pressão o sistema de saúde e a vida da população, mas pondera que tais medidas devem ter foco para que possam cumprir o objetivo de preservar a saúde com o menor dano possível às atividades econômicas.

“Não se pode ignorar que o longo período de restrições, superior a um ano, embora intermitentes, vem provocando significativos prejuízos econômicos, sociais e até psicológicos, afetando o estado de espírito da população”, diz Alfredo Cotait Neto, presidente da Facesp e da ACSP.

Ele destaca que, desde o início da pandemia, o segmento mais penalizado pelas restrições foi o comércio considerado “não essencial”. “A experiência desse mais de um ano de funcionamento ininterrupto do comércio considerado essencial e os períodos em que foi permitida a abertura do ‘não essencial’ demonstraram que a atividade comercial não tem responsabilidade pelo aumento da contaminação”, diz Cotait. Segundo ele, ao longo do último ano fortes gastos foram realizados pelo comércio para oferecer mais segurança à população.

As entidades alertam, por fim, que o que classificam como a “contínua penalização do comércio ‘não essencial'” está gerando danos irreparáveis para as empresas do setor, como o aumento do desemprego, a descapitalização, o endividamento das empresas, a desestruturação das cadeias de suprimentos e o agravamento da concorrência informal por vias eletrônicas,

Imagem: Bigstock

Redação

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