Estudo mostra que 53,48% das empresas de TIC buscaram crédito na pandemia

Exigência de garantia, burocracia e juros altos foram os principais entraves na busca de empréstimo

Estudo mostra que 53,48% das empresas de TIC buscaram crédito na pandemia

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Apesar da criação de linhas especiais para socorrer as empresas na pandemia, o aumento de volume de empréstimos ficou concentrado nas grandes empresas. A exigência de garantias (77,78%), a burocracia (73,02%) e os juros elevados (61,90%) foram as principais dificuldades encontradas pelas empresas do setor de TIC que não conseguiram crédito no mercado.  É o que aponta o “Estudo Crédito e Tributação, a Percepção dos Empresários do Setor de TI” realizada pela Federação Assespro com 477 empresas do setor em todo o País.
“Os principais beneficiados do aumento do crédito foram as empresas de grande porte. Não chegou pouco na ponta, de pequenas e médias, que é onde está a maior parte do ecossistema de TIC. A política pública não alcançou aqueles para as quais deveria ter sido criada prioritariamente”, diz André Ferro, economista sênior da Foco Consultoria.
Segundo o estudo, as dificuldades no fluxo de caixa levaram 53,48% das empresas a buscarem soluções de crédito no último ano. A mudança no regime de trabalho, como a suspensão do contrato, foi adotada por 88,28% das empresas. Mesmo assim, 47,24% tiveram que reduzir o quadro de colaboradores na pandemia.
Alta carga tributária reduz competitividade
A segunda parte da pesquisa abordou a percepção dos empresários em relação ao ambiente tributário e o que eles esperam para o futuro. Para 52,75% dos entrevistados, o custo para manter as obrigações contábeis e tributárias na empresa é elevado, chegando a 15,69% do total das despesas.
Entre os participantes, 85,67% acreditam que carga tributária do setor de TI reduz a competividade das empresas nacionais frente aos seus concorrentes externos. A possibilidade de aumento da tributação com a reforma tributária é a principal preocupação do setor. Uma das propostas feitas prevê a unificação da arrecadação em um Imposto sobre Bens e Serviços, o IBS, com uma alíquota de referência de 25%. Hoje, as alíquotas médias pagas pelas empresas do setor de TI são de 5% (ISS) e 3,65% (PIS/COFINS).
Segundo a entidade, a folha de pagamentos é o maior insumo do setor e a adoção de alíquota única para o IBS tende a inviabilizar inúmeras empresas prestadoras de serviços em TI.
Imagem: BigStock
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