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Após alta da Selic, entidades manifestam preocupação com a inflação

Banco Central elevou a taxa básica de juros da economia brasileira de 4,25% para 5,25% ao ano

O aumento da taxa básica de juros da economia, a Selic, anunciado nesta quarta-feira (4) pelo Banco Central, levou entidades que representam o comércio e a indústria a manifestar preocupação com o comportamento da inflação – maior patamar desde outubro de 2019.

“Essa atitude é justificável mesmo que a atividade econômica ainda não esteja acelerada”, disse, em nota, Marcel Domingos Solimeo, economista-chefe da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). “Com essa decisão, o Copom também sinaliza ao mercado que está atento ao comportamento da inflação, o que pode levar a anúncios de novos aumentos da taxa de juros nas próximas reuniões.”

Já para Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, a decisão foi equivocada. “Embora vários segmentos econômicos estejam com desempenho positivo, o mercado de trabalho continua com 14,8 milhões de desempregados e 4,6 milhões de pessoas que, apesar de estarem na força de trabalho antes da pandemia, não estão buscando emprego no momento devido às restrições. Esse contingente manterá a taxa de desemprego num patamar alto ainda por algum tempo”, pontou, também em nota.

Skaf destacou, ainda, que o PIB no 2º trimestre deve ter ficado próximo da estabilidade e as expectativas de crescimento para 2022 são de apenas 2,1% segundo o último boletim Focus. “Por tudo isso, pode-se dizer que é um equívoco do Banco Central não apenas elevar a taxa básica de juros, mas acelerar o ritmo de alta, colocando em risco a frágil recuperação da economia brasileira.”

Decisão era esperada

A decisão era aguardada pelo mercado financeiro. De um total de 51 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast, 44 esperavam pela elevação da Selic em 1,00 ponto, para 5,25% ao ano. Sete casas aguardavam aumento de 0,75 ponto porcentual, com a Selic chegando a 5,00%. Para o fim de 2021, a mediana das projeções indica uma Selic a 7,0% e, para o fim de 2022, em 7,25%.

O Copom fixa a taxa básica de juros com base no sistema de metas de inflação. A projeção do BC para a inflação já é superior ao teto da meta para este ano. O centro da meta para 2021 é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). Já a meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%). O parâmetro para 2023 é de inflação de 3,25%, com margem de 1,5 ponto (de 1,75% a 4,75%).

Com os quatro últimos aumentos da Selic, o Brasil voltou a registrar uma das maiores taxas de juros reais (descontada a inflação) do mundo. Cálculos do site MoneYou e da Infinity Asset Management indicam que o juro real brasileiro está agora em +2,52% ao ano. O País possui o segundo juro real mais alto do mundo, considerando as 40 economias mais relevantes. Atualmente, o País só registra uma taxa real inferior à da Turquia (+6,40%).

Imagem: Bigstock

Aiana Freitas

Aiana Freitas

Aiana Freitas é editora-chefe da plataforma Mercado&Consumo. Jornalista com experiência na cobertura de tendências de consumo, varejo, negócios, finanças pessoais e direitos do consumidor.

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