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Consumidor desconfia de descontos e maioria não vai comprar na Black Friday

Entre os que pretendem aproveitar as promoções, 66,1% disseram que já estão monitorando os preços

Criada para fisgar os consumidores através de superdescontos, a Black Friday ganhou a desconfiança de que as promoções não são reais. Segundo uma pesquisa feita pelo site Reclame Aqui, 79,5% dos brasileiros não têm intenção de comprar nada no evento de promoções.

Entre os motivos citados para não participar do evento, 64,4% disseram que na Black Friday não tem promoções de verdade. Outros 15,4% citaram os preços altos por conta da pandemia. A fata de dinheiro (8,3%), não precisa de nenhum produto novo (6,6%) e já aproveita promoções durante o ano todo (5,3%) foram outras opções citadas.

O levantamento foi realizado entre os dias 12 e 16 de agosto com 23.594 visitantes do site. “Num mundo de pandemia, a Black Friday ganha contornos cada vez mais peculiares porque a gente está vivendo especialmente no Brasil uma trajetória de inflação em alta, dos preços aumentando. E isso é percebido pelo consumidor, o que adiciona já a tradicional desconfiança de não encontrar grandes descontos na Black Friday e essa percepção de que os preços só vão aumentar e que vai ser muito difícil ter grandes promoções. Isso é uma inteligência coletiva que o consumidor já começa a demonstrar”, diz Edu Neves, CEO Reclame Aqui.

De olho nos preços

Neves destaca que entre os consumidores que pretendem aproveitar as promoções, 66,1% disseram que já estão monitorando os preços – 38,1% estão há mais de seis meses acompanhando as promoções. “É importante que os lojistas tragam descontos reais possíveis e que não sacrifiquem os níveis de serviços, ou seja, que se ‘meu desconto possível é de 15%, então é 15%; se for 20%, então que seja de 20%’ porque se o consumidor perceber que ele tem um desconto real ali na ponta e ele já se preparou para comprar ele vai converter a compra”, diz.

O preço será um fator decisivo para 72% dos consumidores que pretendem aproveitar a Black Friday, seguido pela reputação da empresa, com 10,3%. Outros motivos citados foram: valor do frete (5,8%), condições de pagamento (5,3%), avaliações dos produtos (4,1%) e atendimento das lojas (2,5%). As vendas online serão o principal canal de compras, com 62,3%, seguidas pelas lojas físicas, com 18,7%.

Imagem: BigStock

Redação

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