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O que está por trás de um movimento estratégico de se tornar um ecossistema?

Nos dias de hoje, em que os consumidores são altamente informados e mudam os hábitos de compra frequentemente, as empresas buscam estratégias para gerar vantagem competitiva e expandir seus negócios. Um dos temas mais aquecidos dos últimos anos nesse sentido, principalmente por causa dos impactos negativos gerados pela pandemia, são os Ecossistemas de Negócios, que surgiram da necessidade das empresas de se reinventarem em relação aos modelos de gestão praticados até então.

Está cada vez mais “comum” acessarmos informações a respeito dos Ecossistemas de Negócios, mas geralmente numa esfera mais estratégica. Para compreendermos melhor a parte tática, é importante sabermos as possibilidades de se desenvolver uma oferta ampliada para o cliente. Esse movimento pode acontecer por meio de marketplaces, alianças estratégicas, parcerias e M&A, por exemplo. Neste artigo, vamos explorar um pouco mais o processo de M&A.

M&A é a sigla em inglês para Mergers and Acquisitions – traduzindo para o português, fusões e aquisições. O termo se refere à consolidação de um negócio por meio de diferentes transações financeiras que permitem que empresas sejam compradas, vendidas ou concentradas.

De modo geral, o objetivo dessas operações de fusões e aquisições é aumentar a produtividade e a eficiência das empresas envolvidas na negociação, maximizando lucros e trazendo muitas vantagens estratégicas. Crescer de forma inorgânica por meio de fusões e aquisições pode trazer inúmeros benefícios. Alguns exemplos podem ser: diversificação de mercado, aumento de capilaridade, incremento de capabilities, redução de custo e crescimento de receita.

Mesmo com a pandemia, essa tendência permaneceu forte no País, apresentando inclusive um aumento considerável em relação a anos anteriores. Somente entre julho e setembro de 2020, a quantidade de fusões e aquisições cresceu 46% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Nesse contexto, o M&A figura com uma boa opção tanto para empresas que estão em apuros financeiros devido à crise econômica quanto para quem deseja expandir, seja em sua área de atuação, seja buscando a diversificação do portfólio. Tem havido até flexibilização por parte das agências reguladoras no intuito de preservar a manutenção das empresas, dos empregos e dos benefícios ao consumidor.

Mas nesse processo estão contidos grandes desafios. Abaixo listo os principais deles:

  • Definição de alvos e avaliação das empresas
    Antes de toda operação, de fusão ou aquisição, deve ser feito um minucioso estudo do mercado para entender quais são as oportunidade de crescimento e as condições do micro e macroambiente que podem influenciar o sucesso da estratégia.
  • Integração de culturas
    Quando duas ou mais empresas consolidam suas operações, seja por meio de uma fusão, seja por meio de uma aquisição, a diferença de culturas organizacionais entre elas pode apresentar desafios importantes. Caso esses desafios não sejam superados, a operação corre alto risco de não obter o sucesso esperado. Esse problema ocorre pois os profissionais já estão alinhados e acostumados a uma empresa e à sua cultura. O processo de transição e adaptação a uma nova realidade pode ser difícil, principalmente quando se trata de executivos, pois em vários casos eles acabam perdendo um pouco de autonomia e se veem em desafios maiores. Diante disso, fazer uma integração entre as culturas, chegando em um modelo ideal de acordo com as necessidades da operação, é um fator determinante para atingir os objetivos da estratégia.
  • Integração de colaboradores
    Alguns colaboradores enxergam as operações de fusões e aquisições como um trampolim para impulsionar suas carreiras. Porém, por outro lado, há aquelas pessoas que se veem em um ambiente de vulnerabilidade e, por esse motivo, acabam assumindo um comportamento negativo. É comum ver o turnover (rotatividade de colaboradores) aumentando após as operações de M&A que negligenciam a importância da integração entre os colaboradores, e isso pode ser extremamente custoso para a empresa, além de comprometer o sucesso da operação.
  • Integração de processos e tecnologia
    Essa é uma das etapas que exigem maior energia e dedicação, além de ser dependente dos desafios citados anteriormente. Afinal, não se integra um processo sem pessoas comprometidas com o objetivo. Na parte técnica, deve-se analisar profundamente como aproveitar o que há de melhor em cada empresa envolvida e otimizar os processos em busca da melhor eficiência possível. Além disso, com relação às tecnologias envolvidas, é necessário um suporte de mão de obra especializada a fim de aderir e integrar os sistemas com o menor ruído.

Diante disso, para atingir os objetivos – sinergias na operação ou aumento do portfólio – e mitigar os riscos, o processo de fusões e aquisições deve ser feito de maneira planejada e estruturada desde o início e pautado pelo interesse em adquirir alguma empresa até as fases de implementação da estratégia.

Ao final do processo, o cenário final pode ser uma empresa que oferece maiores possibilidades para o seu consumidor final.

Gustavo Vieira é líder de projetos da Gouvêa Consulting.
Imagem: Shutterstock

Gustavo Vieira

Gustavo Vieira

Com mais de 7 anos de experiência em consultoria de negócios e estratégica, atuando em projetos em grandes clientes dos mais variados segmentos envolvendo: planejamento estratégico, mapeamento de processos, diagnósticos de plano diretor, implantação de lojas físicas, PMO de implantação de projetos de tecnologia, implantação de melhorias operacionais de Trade Marketing, elaboração de Business Plan.

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