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Foodservice: apostar de novo ou vender a operação?

Pressão constante, adaptação às novas regras em tempo real e desafios financeiros como nunca vivenciados. Não, isso não é o enunciado de um reality show. Esse é um resumo do que foi a vida dos empresários do setor de alimentação em 2020 e segue ainda em 2021.

Todo contexto tem sempre um “mas”. Vamos a eles. Mas houve gente que compreendeu que digitalizar o atendimento no salão lhe permitiria reduzir em 25% sua mão de obra. Mas, para outros, ficou claro que foco e precisão podem gerar mais resultados, então foi possível pivotar e criar dark kitchens, otimizando o modelo. Mas alguns empresários nunca foram tão abertos às mudanças, aprenderam, trocaram experiências e se integraram.

É possível passar o dia listando situações que de alguma forma foram positivas ou podem ser encaradas como alavanca para a evolução dos negócios. Porém, o fato é que muitos ficaram pelo caminho e, entre os que seguem, há o questionamento se ainda vale a pena.

Eu trabalho em foodservice desde 1997 e me mantenho otimista. A importância do papel dos negócios de alimentação para a nossa sociedade é imensa e só tende a ser ampliada.

Mulheres e homens em home office ou no office precisam de apoio para se alimentar e fazer seu tempo render ante as metas e desafios, crianças na escola precisam construir hábitos alimentares saudáveis, pessoas hospitalizadas precisam de alimentação de qualidade para sua recuperação e todos precisamos de integração e reconexão após esse período tão crítico vivido.

E o remédio para isso é estar ao redor de uma mesa. De bar, cafeteria, sorveteria, restaurante, o que for! São experiências únicas e memoráveis.

Mas, voltando à pergunta que deu origem a esse artigo, minha resposta é: se você seguiu até aqui, é do ramo, gosta de gente, é apaixonado pelo significado que a alimentação tem para as pessoas e quer continuar o seu legado, não venda!

Segundo projeções da Mosaiclab, unidade de pesquisa da Gouvêa Ecosystem, para o Instituto Foodservice Brasil, é possível que em 2022 o mercado de foodservice brasileiro recupere na totalidade o faturamento registrado em 2019 (R$ 215 bilhões). Caso não tenhamos novas e severas ondas causadas por mutações do vírus e caso as previsões do PIB se confirmem, a partir do atingimento dos números de 2019 o setor seguirá em rota de crescimento pelos próximos quatro anos.

Decidir por se manter nesse mercado não significa fechar-se em concha e amargar os passivos do período. Não! A hora é de se fortalecer e continuar crescendo de maneira inteligente. Existem investidores que já compreenderam que negócios de alimentação são ricas formas para nutrir seus ecossistemas e querem fazer parte.

É possível criar formatos associativos com outras marcas/empresas com o objetivo de ampliar sua eficiência em gestão (compras, pessoas, processos produtivos).

As indústrias e distribuidores oferecem pacotes de apoio tanto para estimular consumidores quanto para apoiar a otimização de custos no negócio.

Se você possui um negócio estruturado e replicável, você pode atrair sócios investidores que não desejam atuar diretamente no negócio, mas que pagarão pelo recall de branding já desenvolvido por você, além de te apoiarem nessa aceleração.

Lembre sempre da felicidade que as experiências proporcionadas pelo seu negócio levam à vida das pessoas. Siga em frente! Se precisar de ajuda, conte conosco!

Cristina Souza é CEO da Gouvêa Foodservice.
Imagem: Shutterstock

Cristina Souza

Cristina Souza

Cristina Souza é sócia-fundadora e CEO da Gouvêa Foodservice, empresa da Gouvêa que apoia o setor com metodologias híbridas e ágeis.

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