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Inadimplência deve continuar subindo com inflação, juros e ruptura do regime fiscal

Taxa registrou leve alta em setembro, com acumulado de 4,25%

A taxa de inadimplência deve continuar subindo nos próximos meses, em meio a um cenário de inflação alta, juros acelerando e dúvidas quanto à situação fiscal do País. Segundo economistas da Boa Vista, esse movimento não é surpresa, uma vez que esse índice estava represado em níveis baixos em meio ao cenário econômico “nada amistoso”.

A taxa de inadimplência das famílias com recursos livres avançou levemente em setembro e marca 4,25%, ante 4,15% no mês anterior, segundo dados do Banco Central. A elevação na taxa havia sido antecipada pelo indicador de Registros de Inadimplentes da Boa Vista, que apontou alta de 1,0% na comparação mensal dos dados dessazonalizados no mesmo período.

Na análise da Boa Vista, o cenário econômico do País depende do Copom manter os planos originais, que eram de não reagir a toda e qualquer movimentação do mercado – o que, na visão da empresa, não estaria sendo cumprido.

Para a Boa Vista, o ritmo de crescimento da concessão de crédito dá sinais de acomodação, o que era esperado por causa do risco mais elevado do País, diante de projeções de crescimento do mercado cada vez menores e expectativas de alta na inflação e juros.

Confiança do consumidor

Já o Índice Nacional de Confiança (INC), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), marcou 72 pontos em outubro, dois a menos que o registrado em setembro. A variação é considerada estável pelos critérios do indicador. O dado prevê o comportamento do consumidor na hora das compras e vai de 0 a 200 – números abaixo de 100 são considerados território pessimista, o que é o caso da leitura desse mês.

Para o economista da ACSP, Ulisses Ruiz de Gamboa, “a combinação de inflação e desemprego, que estão em alta, ainda preocupam os consumidores, que seguem cautelosos e desconfiados com o futuro de suas finanças”. Ele avalia que a melhora da confiança da população depende da recuperação do emprego e da renda, além do ritmo da cobertura vacinal.

Nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, a confiança se manteve estável dentro da margem de erro de dois pontos para cima ou para baixo. Já no Centro-Oeste e Norte do País, o indicador aponta queda de quatro pontos. A principal razão para uma piora na confiança no Centro-Oeste é a estiagem, uma das maiores dos últimos 90 anos, que tem prejudicado a produção agrícola. No Norte, o ritmo lento da vacinação preocupa a população. Seis dos sete Estados da região têm as menores coberturas vacinais do Brasil.

No Estado de São Paulo, o Índice de Confiança Paulista (ICCP), que vinha de uma curva ascendente desde junho, registrou queda de um ponto em relação a setembro, marcando 74 pontos.

Gamboa avalia que a queda não é preocupante pois está dentro da margem de erro da pesquisa. “Continuamos em curva ascendente. O Estado de São Paulo avança na vacinação, a economia aos poucos voltará ao patamar registrado anteriormente a pandemia”, disse.

Com informações de Estadão Conteúdo

Imagem: ShutterStock

Redação

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