Guedes: Discordo da ideia de desancoragem das expectativas de inflação

Ministro observou que os bancos centrais estão dormindo no volante no mundo inteiro e "se excedendo" com juros negativos

O ministro da Economia, Paulo Guedes, rebateu neste domingo, 12, o aviso feito na quarta-feira pelo Banco Central (BC) de que as mudanças no regime fiscal elevaram o risco de desancoragem das expectativas da inflação.

“Discordo da ideia de desancoragem”, comentou Guedes durante entrevista ao programa Canal Livre, da Band. “Quem vê que o déficit fiscal (primário) está caindo de 10% (do PIB) para meio pode achar que é o Banco Central quem está dormindo no volante”, complementou o ministro da Economia, referindo-se a um trecho do último comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) no qual o colegiado avalia que questionamentos ao arcabouço fiscal elevam o risco de desancoragem da inflação.

Na sequência, ao moderar a crítica, Guedes observou que os bancos centrais estão dormindo no volante no mundo inteiro e “se excedendo” com juros negativos, mas o BC do Brasil “acordou mais cedo”.

“Confio no Roberto Campos Neto (presidente do BC), e acho que ele está se movendo mais rápido do que os outros (…) Acredito na condução da política monetária”, afirmou o ministro da Economia.

Recuperação em ‘V’

Com a economia em quadro de recessão técnica – dois trimestres seguidos de retração -, o ministro da Economia, Paulo Guedes, repetiu que a economia teve uma recuperação em ‘V’ após o choque da pandemia, porém observou que nunca garantiu que a atividade cresceria indefinidamente.

“Nunca disse que o Brasil ia continuar em ‘V’. Colocamos o Brasil em pé, isso é ‘V’. Vamos entrar agora no futuro”, afirmou. Guedes acrescentou que o mundo entrou num momento de esgotamento da recuperação cíclica – que permitiu a volta aos patamares de antes da pandemia -, com bancos centrais de todo o mundo combatendo a inflação, Brasil incluído.

Por outro lado, afirmou, as reformas feitas no País, como marcos do saneamento, gás e cabotagem, vão destravar investimentos, o que aponta a um resultado da economia melhor do que as previsões que apontam para queda de até 2% do PIB no ano que vem.

“Suspeitem das previsões pessimistas em relação ao Brasil. Ia cair 10%, caiu 4%, ia ter depressão, voltou em ‘V'”, disse Guedes, atribuindo a ruídos políticos e narrativas falsas as previsões negativas sobre a economia brasileira.

Com informações de Estadão Conteúdo (Eduardo Laguna e Guilherme Pimenta)
Imagem: Agência Brasil

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