BTG Pactual compra 100% da carteira de varejo da corretora Planner

A compra da carteira da Planner foi no segmento de corretagem e assessoria de investimentos para pessoas físicas

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O BTG Pactual anunciou nesta quarta-feira, 26, a aquisição de 100% da carteira de varejo da corretora Planner Investimentos, uma das mais tradicionais do mercado financeiro de São Paulo. O valor da compra não foi revelado e é mais um passo do banco para ganhar força na assessoria de investimentos para pessoas físicas, um mercado cada vez mais disputado, e que vem registrando aquisições quase que semanais.

A compra da carteira da Planner foi no segmento de corretagem e assessoria de investimentos para pessoas físicas. “A aquisição nos permite ganhar ainda mais escala, com diluição de custos, ganhos de eficiência, sinergia e produtividade”, afirma Marcelo Flora, sócio responsável pelo BTG Pactual digital, em comunicado.

A operação anunciada não inclui nenhum CNPJ e nem a marca Planner, que seguirá operando normalmente, agora apenas no segmento institucional. A decisão de vender a carteira de pessoas físicas e sair do negócio de corretagem e assessoria de investimentos para esse público faz parte da estratégia da Planner de focar em outros segmentos considerados prioritários.

Segundo a Planner, os planos após a mudança são de acelerar a digitalização, com foco maior nos investidores institucionais e em produtos como fundos e câmbio. A empresa também quer dar maior foco às áreas de operações imobiliárias, agente fiduciário, operações estruturadas e assessoria financeira.

“Após a negociação da sua carteira de pessoas físicas para o BTG Pactual, a Planner Investimentos, uma das corretoras mais tradicionais do mercado, acelera a sua digitalização e ruma para o futuro”, afirma a Planner em comunicado. Isso inclui um reforço de equipe, e a ideia de atuar dentro e fora do País.

“Em um mercado que passou por tantas transformações recentes, a Planner é uma referência importante, tanto para as instituições como para os profissionais do setor”, disse em nota Carlos Arnaldo, acionista e principal executivo da corretora. “Por isso, também com a adoção de novas tecnologias, continuaremos prestando serviços personalizados para os nossos clientes.”

A conclusão e fechamento da operação ainda dependem de aprovações regulatórias, inclusive do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) de do Banco Central.

Com informações de Estadão Conteúdo: Altamiro Silva Junior e Matheus Piovesana

Imagem: Shutterstock

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