Pipó quer ir da pipoca gourmet ao mercado de comidas naturais

O Brasil é o segundo maior consumidor de pipoca do mundo e mercado ainda era pouco explorado

Quando a Pipó foi criada por Adriana Lotaif, há quase dez anos, ninguém acreditava que a pipoca poderia ser conservada fresquinha e crocante dentro de uma embalagem comercializada no supermercado. E ninguém apostava que a publicitária de formação, especializada em marketing de luxo, viraria “pipoqueira”, como algumas pessoas próximas chegaram a chamá-la. Mas foi assim que nasceu a marca Pipó, veterana da pipoca gourmet.

“Eu queria empreender. E me disseram que eu tinha de fazer essa pergunta a mim mesma: pelo que você é apaixonada? E eu amo pipoca”, conta Adriana, que passou a estudar o assunto. Na pesquisa, descobriu que o Brasil é o segundo maior consumidor de pipoca do mundo e, ao contrário dos Estados Unidos, o mercado ainda era pouco explorado.

Ela fez as malas e foi estudar o mercado norte-americano, primeiro no mundo quando o assunto é pipoca. De lá, voltou com duas máquinas de pipoca e a certeza de um mercado onde iria investir. A profissionalização começou quando foi contratado um engenheiro de alimentos. Alguns meses depois, em setembro de 2013, lançou oficialmente a Pipó. No início, a ideia era que a pipoca “gourmetizada” fosse tratada como um produto para presentear. Por isso, foi lançada em lata, com produção manual.

Adriana abriu a primeira loja da Pipó no Shopping Iguatemi, em 2014, e já possuía três pontos de venda quando decidiu focar apenas na produção. Passou, então, a utilizar sachês – o que tornou a pipoca mais acessível. Em 2019, Adriana lançou a marca de snacks saudáveis Flow.

Granola terceirizada

Foi nessa época que Adriana conheceu Fabiana Caporal, formada em empreendedorismo nos EUA e com experiência em grandes empresas. Fabiana preparava para os filhos pequenos uma mistura de granola que também acabou se tornando um negócio. Da produção da cozinha de casa, a granola passou a ser fabricada por meio de terceirização. Nascia assim a Fabnola, produto que carrega esse nome até hoje e está nas prateleiras de supermercados.

Com visões parecidas, no fim de 2019 Fabiana e Adriana uniram forças. A Fabfoods, empresa fundada por Fabiana, se tornou a holding que abarcou as demais marcas, como a própria Pipó, e se tornou a Fabuloso Mundo da Alimentação, com foco em alimentação saudável. Em 2020, a empresa dobrou de tamanho, ritmo que continuou no ano passado, o que levou ao limite da capacidade da fábrica em Cotia (SP).

Para crescer, a companhia prepara uma rodada de captação e já está em conversas com fundos de venture capital. “Temos a inovação, gostamos muito de fazer o novo. Mas esse novo tem de fazer sentido e no timing certo”, comenta Adriana, que citou a maior procura por alimentos saudáveis e veganos na pandemia como esse tempo certo.

Com informações de Estadão Conteúdo (Fernanda Guimarães)
Imagem: Reprodução

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