Luiz Marinho: “A noção antiga de varejo e de comércio está explodindo”

Especialista falou sobre novas formas de consumo no Interactive Retail Trends - Pós-NRF, promovido pela Gouvêa Experience

O varejo online não acabou com o varejo físico – mas também não basta, só, olhar para cada um deles de forma apartada. A integração entre os dois é fundamental porque é isso o que o consumidor exige hoje: comprar do jeito que quiser, a qualquer momento, a qualquer hora e em qualquer lugar.

A nova realidade do varejo foi tema do CEO da Gouvêa Malls, Luiz Alberto Marinho, no Interactive Retail Trends – Pós-NRF, promovido pela Gouvêa Experience nesta terça-feira (1º) de forma híbrida. No evento,  grandes executivos e especialistas no setor resumiram os aprendizados da NRF 2022 e debateram as perspectivas para o cenário brasileiro.

Marinho lembrou que as vendas pela internet tiveram seu primeiro boom por volta de 1998, o que já foi suficiente para muitos “especialistas” decretarem a morte das lojas físicas. Na própria NRF, aliás, falou-se que a expectativa era de que, em 2010, mais de 50% das vendas do varejo seriam feitas fora das lojas físicas. Mas não foi bem assim. “Estamos em 2022 e apenas 15% das vendas são realizadas no e-commerce”, destacou.

Alguns anos depois, o foco passou a ser a estratégia multicanal: era necessário ter loja física e digital para oferecer conveniência ao consumidor. O problema era o pensamento binário. “Havia o e-commerce e a loja física, mas eles tinham estruturas separadas, eram dois lados sem integração. Com o passar do tempo, o digital começou a entrar no dia a dia da gente e isso fez com que nós repensássemos nossas estratégias”, afirma Luiz Alberto Marinho.

Chegou-se, assim, ao cenário atual do varejo, sem fronteiras. “Isso significa que eu posso começar minha jornada numa rede social, passar numa loja e receber o produto em casa, tudo isso de forma fluida e integrada. Marinho citou o conceito de “retail supernova” levado por Lee Peterson, da WD Partners, à NRF 2022.

“A supernova é uma grande explosão que acontece no final do ciclo de uma estrela, normalmente gerando outras estrelas. O que está explodindo é a noção antiga de varejo e de comércio. E essa explosão traz como consequência uma fragmentação interessantíssima de formatos e canais, oferecendo para o consumidor novas, interativas e interessantes formas de comprar e de acessar as marcas.”

Novas formas de comprar

Uma das novas formas de comprar citadas por Luiz Alberto Marinho é o social commerce. No ano passado, 22% dos americanos lançaram mão dessas estratégia, segundo dados da Kantar. “Uma forma promissora de social commerce é o live commerce. Um em cada seis americanos fizeram compras em lives ano passado, em especial de produtos de moda e beleza e de eletrônicos.”

O T-commerce, baseado na interação com a televisão, é outra tendência do varejo. Permite que o consumidor que está assistindo TV possa, imediatamente, comprar um produto de que gostou. A ela se adicionam, ainda, o voice commerce, a compra por meio de assistentes virtuais, em especial de produtos para reposição, e o mobile commerce, que permite que o cliente use um dispositivo móvel para começar a jornada, passe num drive-thru para buscar o produto e consuma em casa, por exemplo.

“Não estamos mais falando de comércio físico ou eletrônico, mas de comércio em geral. A ideia do varejo começa a se expandir e ampliar. Não é a morte de nada, é a expansão do conceito e da ideia do varejo.”

Imagem: Aiana Freitas

Aiana Freitas

Aiana Freitas

Aiana Freitas é editora-chefe da plataforma Mercado&Consumo. Jornalista com experiência na cobertura de tendências de consumo, varejo, negócios, finanças pessoais e direitos do consumidor.

Relacionados Posts

Próxima Postagem

REDES SOCIAIS

NOTÍCIAS

Bem vindo de volta!

Entre na sua conta abaixo

Recupere sua senha

Digite seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Add New Playlist

%d blogueiros gostam disto: