Johnnie Walker e Women Friendly criam movimento antiassédio em bares e restaurantes

Pesquisa mostra que 66% das mulheres brasileiras já foram assediadas nesses locais

Uma pesquisa feita com mais de 2 mil brasileiras mostra que 66% delas já foram assediadas em bares, baladas, restaurantes ou casas noturnas. Entre as mulheres que trabalham ou já trabalharam nesses ambientes, o índice sobe para 78%.

Realizada na segunda quinzena de fevereiro de 2022 pela Johnnie Walker, marca da uísque da Diageo, e pela startup Women Friendly, a pesquisa “Bares sem Assédio”, liderada pelo Studio Ideias, ouviu digitalmente 2.221 mulheres maiores de 18 anos no País.

A partir do estudo, a Johnnie Walker vai colocar nas ruas uma iniciativa inédita que tem como objetivo combater o assédio, criando espaços mais seguros para o público feminino trabalhar e consumir. A marca vai custear a certificação de 40 estabelecimentos das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Recife com o selo Women Friendly, que certifica empresas, bares e festivais como ambientes amigos da mulher, livres de assédio.

A além Johnnie Walker também vai oferecer, gratuitamente, capacitação de 1.000 profissionais da área – bartenders, garçons e gestores dos bares – que tenham interesse em obter informações sobre como tornar os ambientes mais seguros para as mulheres. Os interessados devem se cadastrar no site www.barsemassedio.com. O curso é uma imersão online e gratuita.

“Johnnie Walker acredita que é preciso dar passos ousados em prol do progresso coletivo. Por isso, iniciamos um movimento antiassédio em bares levando mais conhecimento e educação sobre o tema, por meio da Women Friendly. Hoje 30% dos consumidores de uísque no Brasil são mulheres”, diz a diretora de Marketing do Scotch Portfólio para Paraguai, Uruguai e Brasil, Juliana Ballarin.

mulheres Johnnie Walker e Women Friendly criam movimento antiassédio em bares e restaurantes

Medo do assédio

A pesquisa traz dados que merecem atenção. Mais da metade das mulheres entrevistadas (53%) já deixou de ir a um bar ou balada por medo de assédio. Apenas 8% frequentam regularmente esses ambientes sozinhas. Treze por cento delas nunca se sentem seguras em bares e restaurantes. A sensação de segurança só aumenta quando estão em grupos de amigos e amigas (41% dizem se sentir seguras assim).

Entre as mulheres que vivenciaram situações de assédio nesses locais, 40% relatam que já foram seguradas pelo corpo (braço, cabelo, etc.) por não terem dado atenção.

Sobre o assédio vivido, 63% afirmam terem sentido raiva e 49% impotência diante da circunstância. Segundo as entrevistadas, 93% das agressões foram feitas por clientes dos estabelecimentos. A absoluta maioria não denunciou as agressões (89%); dentre elas, 35% não o fizeram porque nem pensaram em denunciar o assédio, 24% por não saberem como, 18% por terem sentido medo e 17% por terem sentido vergonha.

“É necessário agir em prol do progresso coletivo. E garantir às mulheres o direito de se divertir ou trabalhar em segurança é fundamental”, completa Juliana Ballarin.

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Capacitação de equipes

Para viabilizar o movimento de bares sem assédio, as casas participantes estão recebendo treinamento para capacitar toda a equipe, incluindo os donos dos bares, além da implementação de protocolos de segurança, como o canal de denúncia administrado pela Women Friendly. A partir da conclusão do processo, os bares passam a atuar com o selo Women Friendly , que atesta o ambiente livre de assédio.

“Nosso trabalho consiste em desenhar essa jornada de transformação cultural treinando líderes e funcionários para que saibam identificar, prevenir e intervir diante de situações de assédio. Também garantimos que os canais de denúncia sejam eficientes e acolhedores. Esses são alguns dos requisitos para que as empresas recebam a nossa certificação anual”, comenta Ana Addobbati, cofundadora da startup.

Junto com os bares, a Diageo recebe a certificação Women Friendly, tornando-se a primeira empresa de bebidas a ter o selo, o único no mercado a reconhecer as empresas comprometidas com o público feminino a partir do combate ao assédio.

Imagem: Divulgação

Redação

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