Ânima cria fundo de R$ 150 milhões para investir em startups

Com o movimento, a companhia pretende estudar possibilidades com "visão 360º"

A Ânima Educação anunciou  a criação do Ânima Ventures, fundo de corporate venture capital (CVC) com a previsão de investimento de R$ 150 milhões ao longo dos próximos 10 anos em startups. Com isso, a companhia investirá não somente em edtechs (voltadas para soluções em educação), mas também em startups de diferentes setores.

“Estamos olhando principalmente startups early stage (estágio inicial) e Series A (startup que já possui clientes e receita e pretende ganhar escala), e a ideia é que de fato enxerguemos dentro do ecossistema Ânima possibilidades de startups que possam alavancar todas as modalidades que temos aqui”, afirma Reynaldo Gama, gestor do Ânima Ventures.

Segundo ele, a Ânima começou o trabalho com startups há três anos, quando lançou o Learning Village, hub de inovação e tecnologia com foco em educação e desenvolvimento de pessoas. Desde então, investiu em duas startups: na MedRoom, voltada para o desenvolvimento de soluções em tecnologias imersivas no setor de saúde, e na Gama Academy, escola de tecnologia que seleciona e capacita profissionais para atuarem nas áreas de programação, design, marketing e vendas.

Com o movimento, a companhia pretende estudar possibilidades com “visão 360º”, deixando de investir exclusivamente em startups de educação. Gama cita como exemplo startups que trabalham com crédito estudantil, metaverso e realidade aumentada.

“As edtechs têm importância para nosso core business, mas queremos olhar todo o restante, olhando healthtechs que possam impactar a Inspirali, fintechs que possam trazer soluções de crédito estudantil até acesso de funil de vendas. Há muita coisa voltada para conteúdo, e pouca coisa de fato nova e relevante para a tecnologia. Há muito ‘ed’ e pouco ‘tech’, e o que queremos fazer é exatamente fomentar isso”, diz o executivo.

Oportunidades de investimento

Apesar do cenário macroeconômico desafiador, com alta da inflação e juros em patamares que dificultam grandes movimentos, a empresa vê oportunidades de investimentos em ativos mais baratos, fugindo de avaliações exageradas sobre o valor das startups.

“Estamos olhando com um pouco mais de cautela, temos um fundo com um montante interessante, não queremos atropelar nada. Queremos aliar retorno financeiro a um investimento estratégico para a companhia. As oportunidades estão aí”, diz Gama.

Juntamente com o fundo, a Ânima anunciou a criação do Venture Builder, com o objetivo de buscar empreendedores no mercado que pretendem começar do zero tendo o grupo como sócio. “Queremos abrir para educadores e parceiros que tenham vontade de coinvestirem conosco”, conclui Gama.

Com informações de Estadão Conteúdo

Imagem: Divulgação

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