Live commerce é nova aposta de projeto do ex-country manager da AliExpress no Brasil

As projeções para 2027 são de que o mercado global de live commerce fature U$ 247,3 bilhões

Live Commerce

“Uma grande tendência que vai redefinir o mundo digital”. Foi assim que Yan Di, ex-country manager do AliExpress no Brasil, definiu o fenômeno conhecido como live commerce durante entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira, 26. Há 20 Yan tem se dedicado a construir e administrar operações de empresas chinesas no país, como fez com Huawei e Baidu, além de ter sido presidente da Associação Brasileira de Online to Offline (ABO2O).

Agora, o executivo decidiu embarcar em um novo projeto e há um mês fundou Mobocity, empresa especializada em potenciar e gerir live commerces. Para a nova empresa, Yan se juntou com Zhang Zhen, fundador da Influu, uma das principais agências de influencer marketing do Brasil lançada em 2018 e transformou o negócio.

Desde o início, a Fluu cresceu exponencialmente ao longo dos últimos quatro anos, aumentando seu faturamento e também o número de funcionários. Hoje, já como Mobocity, a empresa conta com mais de 100 funcionários espalhados pelo mundo, e com uma estimativa de faturamento para 2022 de U$ 15 milhões.

Para atingir as projeções de faturamento, a Mobocity apostou em alguns serviços voltados para grandes e pequenas empresas. O principal foi o desenvolvimento de uma tecnologia white label de live para os clientes, que permite a personalização de acordo com cada empreendimento. Na parte de analytics, a solução oferecida faz análise de dados em tempo real para otimizar instantaneamente a performance das transmissões.

Além disso, a Mobocity oferece um serviço de marketplace que conecta empresas com microinfluenciadores nos mais diversos temas para realização de live commerces. Atualmente, a empresa realiza cerca de 500 transmissões ao vivo por mês e já atua com grandes clientes como Amazon, Tencent, Kwai, AliExpress e as startups brasileiras Alice e ClickBus.

Live Commerce

Grande sucesso na China, o live commerce ganhou ainda mais força durante a pandemia por conta das restrições sanitárias e o aumento de tempo de uso do celular nesse período. No Brasil, este canal de vendas se encontra em um estágio ainda embrionário e de muitos testes, apesar de grandes marcas, como C&A, Samsung e Renner, estarem investindo bastante no modelo.

Tendo sido feita pela primeira vez em 2016, na China, o formato do live commerce é bem simples. Durante as transmissões ao vivo, produtos e serviços são apresentados aos clientes por profissionais especializados ou influenciadores. Enquanto a live acontece, os consumidores podem interagir em tempo real com o apresentador e também realizar a compra sem precisar sair do aplicativo.

Em 2017, o live commerce representava pouco mais de 0,3% de todas as vendas feitas no e-commerce na China. De acordo com dados apresentados durante a coletiva, a expectativa para o ano de 2022 é de o formato represente 20,3% das vendas totais e tenha um faturamento estimado de U$ 71,7 bilhões. Já as projeções para 2027 são de que o mercado global de live commerce fature U$ 247,3 bilhões.

De acordo com a Mobocity, a taxa de conversão na China ao utilizar texto e foto nas vendas é de 0,5% a cada 100 pessoas. Quando o assunto são os vídeos curtos a taxa aumenta para 1,3% e com o live commerce atinge a casa de 4,3%.

“O mundo está mudando. Os dados de mercado e o comportamento da nova geração de consumidores indicam que o mundo vai ser de lives e vídeos curtos, que reduzem consideravelmente a barreira de entrada de participação do usuário, aumentam muito a taxa de engajamento e conversão dos negócios”, finalizou Yi.

Imagem: Divulgação

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