Jeito novo de fazer Varejo

Conceitualmente a operação varejista pode ser fruto de processos simples, claros e objetivos. Entretanto, após dois dias do 17º Fórum de Varejo da América Latina, discutindo eficiência e produtividade, fomos presenteados com histórias inspiradoras. Profissionais e empresas que através da inovação, determinação e visão ditam um jeito novo de fazer Varejo.

Abílio Diniz, presidente do conselho da BRF, diante de um auditório lotado e atento, citou um jeito novo de se questionar o proposito maior de uma organização: “do que as pessoas sentirão falta se a empresa deixar de existir”.

Claudio Bianchini, presidente do Metro Brasil, após falar sobre logística, o impacto dos veículos de comunicação e a importância da sua equipe, nos levou a refletir sobre o papel atual da mídia impressa: “em uma época onde os smartfones se transformam em produtoras portáteis e a comunicação passa a ser bilateral entre veículos de mídia e público, há que se inventar um jeito novo de fazer comunicação”. Seria o sucesso do Metro reflexo disso?

Gustavo Franco, fundador da Rio Bravo Investimentos e ex-presidente do Banco Central do Brasil, após expor as coisas que deram certo e as coisas que deram errado no Brasil, proporcionou um jeito novo, comparativo, de análise econômico-política.

Assistimos ricos debates sobre o jeito novo de se tornar relevante no varejo. Organizações demonstrando a importância do relacionamento com o cliente, da experiência transacional, da busca de diferencial, todos buscando algo novo, inovador.

Miguel Vives, presidente da The Walt Disney Company Brasil, apresentou o portfólio, um breve histórico da operação local e ações repletas da magia Disney, tudo interagindo com o que denominou jeito novo de gerar resultado.

O capital humano foi citado por quase todos os palestrantes. Larissa Guimaraes, gerente de RH da Starbucks Brasil, instigou um jeito novo de encararmos essa organização ao se definir como “uma empresa de pessoas que trabalham com café”.

Kalunga e C&C também abordaram um jeito novo de lidar com os colaboradores, transformando-os em fãs da marca. Redução de turn over, maior satisfação de clientes e mais vendas foram alguns dos indicadores citados para comprovar o retorno das iniciativas.

O e-commerce, mesmo com sua jovialidade, demonstrou ambição por discutir formas diferenciadas de atuação e integração com outros canais. Saraiva e Grupo Pão de Açúcar participaram nos painéis demonstrando ações recentes e investigando novos conceitos para esse modelo.

O evento também debateu jeitos novos para o conceito de posse ao abordar os modelos varejistas que tratam do aluguel de bens como o Dress&Go, streaming de conteúdo, entre outros.

Acredito que a inovação, esse jeito novo, tenha sido o denominador comum citado pelos líderes varejistas presentes, que concluíram o último painel com a seguinte frase: o jeito novo do varejo é ultrapassar seu core business para mudar a vida das pessoas.

 Por Artur Motta (artur.motta@gsmd.com.br), Diretor de consultoria da GS&MD – Gouvêa de Souza

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