Vale anuncia 7 acordos na China que incluem investimento na Indonésia e descarbonização

No total, missão empresarial anunciou, incluindo o caso da Vale, 21 acordos com empresas chinesas

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A Vale anunciou nesta quarta-feira, 29, a assinatura de sete acordos com diferentes parceiros chineses para reforçar sua agenda estratégica e fortalecer seu relacionamento com a China. O anúncio, que inclui investimento na Indonésia e agenda de descarbonização, foi feito no Seminário de Negócios Brasil-China, realizado pelas autoridades brasileiras e chinesas em Pequim, que contou com a presença do vice-presidente executivo de Assuntos Corporativos e Institucionais da Vale, Alexandre Silva D’Ambrosio.

Em nota, a mineradora detalha que os anúncios realizados incluem um Acordo de Investimento do Projeto Morowali, na Indonésia; dois acordos para apoiar a agenda de descarbonização da empresa em parceria com um cliente chinês e um fornecedor chinês, respectivamente; dois Memorandos de Entendimento de cooperação estratégica abrangente assinados com bancos chineses líderes; e mais dois acordos para fortalecer a cooperação com universidades chinesas.

“Esses acordos vêm em um momento em que a Vale está comemorando 50 anos desde seu primeiro embarque de minério de ferro para a China, em 1973”, observa a empresa.

“Como parceira da China há 50 anos e fornecedora confiável de matérias-primas para a indústria siderúrgica chinesa, a Vale tem um compromisso de longo prazo com o mercado chinês”, diz Alexandre Silva D’Ambrosio. “Continuaremos a oferecer ao país produtos de minério de ferro de alta qualidade para apoiar o desenvolvimento contínuo de sua economia e aprofundar ainda mais nossa parceria estratégica em mineração sustentável e soluções com baixo teor de carbono”, destaca o executivo na nota.

21 acordos no total

missão empresarial que seguiu em Pequim mesmo após o cancelamento da visita de Estado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou no total, incluindo o caso da Vale, 21 acordos, memorandos ou assinaturas de parcerias com empresas chinesas.

A lista vai de apoio a startups à construção de navios e investimentos fora dos países, além de pesquisa e desenvolvimento. Inclui também a adesão ao sistema de pagamentos interbancário da China para que o intercâmbio de produtos e investimentos possa ser feito em moeda local – ou seja, sem a necessidade de compra de dólares.

Com informações de Estadão Conteúdo (Beth Moreira).
Imagem: Shutterstock

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