Ocupação nos hotéis iguala níveis anteriores à pandemia, revela FOHB

Nível atingiu a marca de 59,2% no acumulado de janeiro a outubro de 2022

Ocupação nos hotéis iguala níveis anteriores à pandemia, revela FOHB

A ocupação dos hotéis urbanos no País atingiu a marca de 59,2% no acumulado de janeiro a outubro de 2022, igualando o patamar registrado nos mesmos meses de 2019, ou seja, o período anterior ao início da pandemia de covid. Esse é um marco importante para o setor hoteleiro, um dos que sofreu por mais tempo os efeitos da crise sanitária.

Com a volta dos hóspedes, os hotéis aproveitaram para aumentar as tarifas e recuperar ao menos uma parte das receitas perdidas no período em que os quartos ficaram vazios.

Ao mesmo tempo, houve necessidade de repassar os aumentos generalizados de custos para o preço final. Com isso, o valor médio da tarifa ficou em R$ 274, crescimento de 18,1% na comparação com o período anterior à pandemia.

Os dados são do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB).

A análise contou com amostra de 527 hotéis, responsáveis pela oferta de um conjunto de 81,6 mil quartos.

Desempenho do turismo

Impulsionado pelo setor aéreo, o turismo brasileiro faturou R$ 18,1 bilhões em setembro, maior valor para o mês desde 2014. O montante é 29,2% maior quando comparado ao mesmo período de 2021: entre janeiro e setembro, o crescimento foi de 32,5%.

Os números são do levantamento mensal do Conselho de Turismo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No nono mês do ano, o transporte aéreo foi o que apresentou maior faturamento no turismo – R$ 6,1 bilhões, o que representa alta anual de 63,1%. O segundo maior faturamento em setembro foi do grupo de alojamento e alimentação: R$ 5 bilhões. O que representa alta de 20,2% no comparativo anual.

Bares e restaurantes estão na sua normalidade no pós-pandemia, com abertura dos estabelecimentos para a alta temporada. Por outro lado, a inflação dos alimentos pressiona os preços praticados aos consumidores. A demanda aquecida na hotelaria tem ajudado o setor a superar os patamares pré-pandemia de taxa de ocupação e de receita.

Com informações de Estadão Conteúdo (Circe Bonatelli).
Imagem: Shutterstock

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