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Home Meios de pagamento

Pix mira débito automático e transações internacionais seguras

Estudo mostra potencial para novas modalidades de transações financeiras

  • de Redação
  • 4 anos atrás
Cobrança de tarifa para empresas sobre serviços do Pix é ampliada

O Pix chegou para ficar no Brasil e segue crescendo exponencialmente e abrindo possibilidades com benefícios em relação ao papel moeda, cartões de débito e crédito, como a integração total com aplicativos de mensagens para tornar as compras mais rápidas e intuitivas, chegando até a transferências e pagamentos internacionais em questão de segundos.

Essas oportunidades de negócios e de inclusão que devem se materializar nos próximos anos foram discutidas no evento ‘PIX no Brasil: Cenário e Oportunidades’, promovido pela Capco, consultoria global de gestão e tecnologia dedicada ao setor de serviços financeiros do Grupo Wipro, em que foram apresentados os resultados do estudo online feito com 2 mil respondentes sobre o uso do Pix no Brasil, e que ainda contou com a presença de players do setor financeiro que ajudaram a viabilizar a criação do sistema de pagamento instantâneo.

O levantamento mostrou que o Pix é usado por 94% das pessoas pesquisadas, principalmente para pagamento de compras na internet (67%), pagamento de prestadores de serviço (66%), em cafés e lanchonetes (60%) e em supermercados (43%).

No caso de custeio de viagens (14%), o número ainda é considerado baixo pela impossibilidade atual de parcelamento de valores mais altos, o que o cartão de crédito possibilita com o acréscimo de benefícios.

“Embora o Brasil tenha o sistema financeiro mais avançado do mundo em muitos aspectos e tenha tido boa adesão ao Pix, existem desafios como a melhora da jornada do cliente no momento de usar o sistema e necessidade de aperfeiçoamento constante da segurança. Mas o estudo mostra que as possibilidades de negócio e inclusão são promissoras e devem ser conquistada em um curto prazo”, destacou Alexandre Bueno, head do Capco Labs em São Paulo durante apresentação do estudo.

Futuro do Pix

As novas fases e inovações do Pix devem ser implantadas em breve, de acordo com Mayara Yano, assessora sênior no Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central do Brasil (BCB). Segundo ela, os objetivos na implantação do Pix (digitalização, democratização, inclusão, conveniência, competição, inovação e redução de custos) foram alcançados e superaram as expectativas, o que vai viabilizar o constante avanço do sistema.

“O Brasil teve a adoção mais rápida do mundo, passando de 30 transações per capita no seu início para 70 transações per capita atualmente. Está presente em diversos pontos de vendas e atividades, realmente facilitando o acesso de quem não tinha cartão, por exemplo. Hoje já são 779 instituições regulares que oferecem o sistema e 60 estão em processo de adesão”, explicou.

Na agenda evolutiva do Pix prevista pelo BCB para os próximos meses e anos, estão a implantação de novas funcionalidades como Pix Automático, Pix Internacional e Pix Cobrança 2.0.

“Essas e outras inovações são constantemente debatidas para estimular ainda mais o uso pelos consumidores e o uso pelos pontos de venda. É necessário investir em educação financeira para a população e também para os lojistas entenderem os benefícios que o Pix possui. Os meios de pagamento costumam ter forte caráter cultural: quem usa cartão de crédito, prefere usar sempre e quem usa o débito faz da mesma forma. Mas ao conhecer as funcionalidades de outra forma de pagamento, as pessoas podem mudar esses hábitos”, acredita Mayara.

“Enxergo cada vez mais o Pix sendo a principal forma de pagamento no futuro até mesmo para transações internacionais de forma instantânea, pagamentos de bens de alto valor sem necessidade de dinheiro porque o aperfeiçoamento constante que temos observado vai tornar a jornada cada vez mais fluida, fácil e segura”, concluiu a assessora sênior do BCB.

Imagem: Shutterstock

  • Categories: Meios de pagamento, Notícias
  • Tags: Brasilcomportamentocomprasconsumidorconsumidorese-commerceecommerceestratégiainovaçãovarejovendas

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