Após registrar o maior faturamento de sua história, somando R$ 301,7 bilhões, o setor de franquias prevê crescimento nominal entre 8% e 10% em 2026, segundo projeção da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Para este ano, a expectativa é que o número de redes avance entre 2% e 4%, o de operações entre 1% e 3% e, consequentemente, o número de empregos diretos também cresça de 1% a 3%.
Atualmente, o setor conta com mais de 200 mil franquias em operação em todo o País. O resultado recorde superou as projeções iniciais da ABF para o ano, que indicavam crescimento entre 8% e 10% no início de 2025.
“Algumas características da natureza do franchising tornam o setor mais preparado para o novo momento do mercado, que exige inovação, agilidade, escala e trabalho colaborativo”, afirma Tom Moreira Leite, presidente da ABF.
A aceleração no quarto trimestre foi determinante para esse desfecho, refletindo a combinação de datas sazonais estratégicas, maior confiança do consumidor no período, expansão das redes em cidades menores e ganhos de eficiência operacional das marcas. Com crescimento de 10,1% em relação ao mesmo período de 2024 e faturamento de R$ 89,3 bilhões, os últimos três meses do ano evidenciaram a capacidade do franchising de capturar oportunidades de demanda, sustentar margens e encerrar 2025 em trajetória ascendente.
“O suporte oferecido pelas marcas aos empreendedores franqueados é o diferencial do franchising em relação aos negócios independentes. Em momentos de muitas transformações, ter a estrutura de um franqueador como retaguarda torna o negócio mais preparado e longevo. Somado a isso, os relacionamentos e o conhecimento do mercado local por parte dos franqueados, oxigenam o negócio e reforçam o posicionamento das marcas”, ressalta Leite.
Empregos, operações e redes
Na geração de empregos, a associação aponta que as redes de franquias totalizaram 1,762 milhão de trabalhadores diretos em 2025, o que representa uma alta de 2,5% frente a 2024, reforçando a relevância do setor como importante porta de entrada no mercado de trabalho, especialmente na oferta do primeiro emprego.
Quanto à expansão, houve um acréscimo de 4.735 operações em relação ao quarto trimestre do ano anterior, totalizando 202.444 franquias em funcionamento no País em 2025, outro recorde, vinculadas a 3.297 redes, número que permaneceu estável na comparação com 2024.
A análise do movimento de abertura e fechamento de operações ao longo de 2025 mostra que, considerando a base de marcas associadas à ABF, a taxa média de abertura de novas unidades foi de 18,0%, levemente acima dos 17,8% registrados em 2024. O índice de encerramentos chegou a 7,4%, também superior ao do ano anterior, que havia sido de 6,4%. Com isso, o saldo positivo ficou em 10,6%, abaixo dos 11,4% apurados em 2024. Já o repasse de operações alcançou 4,0%, acima dos 3,4% observados no período anterior.
Desempenho por segmento
O crescimento foi disseminado entre todos os segmentos do franchising brasileiro elencados pela ABF. Entre os principais destaques, Limpeza e Conservação liderou, com alta de 16,8%, impulsionada pelo avanço das terceirizações, pelo crescimento das lavanderias e pela maior demanda por serviços de autosserviço.
Na sequência, Saúde, Beleza e Bem-Estar registrou crescimento de 14,6%, refletindo fatores como lançamentos de produtos, abertura e maturação de lojas, melhora no ticket médio e no mix de produtos, análise do perfil do consumidor alinhada à estratégia das marcas, movimentos estratégicos de aquisição e expansão, qualificação de profissionais e maior demanda por salões express, com serviços completos em um único local.
O segmento de Alimentação, Comércio e Distribuição apresentou avanço de 12,9%, sustentado pela inauguração de novas operações, lançamentos de produtos, parcerias estratégicas com a indústria, desenvolvimento de produtos regionais voltados à conveniência, fortalecimento da base de clientes e das estratégias comerciais, além do ganho de eficiência operacional e do aumento do volume de transações, inclusive em canais digitais.
Outros segmentos que também se destacaram foram:
- Alimentação, Food Service, com crescimento de 10,8%;
- Entretenimento e Lazer, com alta de 10,5%;
- Hotelaria e Turismo, que avançou 10,3%
Imagem: Envato
