A expansão acelerada das redes de academias no Brasil reflete uma mudança profunda no comportamento do consumidor pós-pandemia, impulsionando um mercado que hoje combina tecnologia, experiência e humanização para conquistar e fidelizar alunos. É nesse cenário que a Panobianco vem ampliando sua presença pelo País e iniciando sua internacionalização, apoiada em um modelo majoritariamente franqueado e em uma operação baseada em relacionamento próximo com o cliente.
Fundada em 2012, em Campinas (SP), a rede começou como uma academia de bairro e se transformou em uma das maiores franquias do setor fitness no Brasil, com mais de 400 unidades em operação. Em entrevista ao podcast Bora Varejar, da Mercado&Consumo, Jéssica Menali, membro do conselho e master franqueada da empresa, afirma que o crescimento começou pelas cidades médias e pequenas do interior paulista. Só depois a marca foi para as capitais.
“Crescemos pelas beiradas para depois atingir a capital. Queríamos chegar já conhecidos”, afirma. Hoje, mais da metade das unidades já está fora do Estado de São Paulo e a marca atua em mais de 16 Estados brasileiros. A estratégia de expansão prioriza franquias. Atualmente, apenas três unidades são próprias e funcionam como laboratórios para testes de layout, arquitetura e inovação operacional antes da implementação na rede.
A executiva da Panobianco afirma que o setor vive uma transformação puxada pelo comportamento do consumidor pós-pandemia — especialmente entre os mais jovens. Segundo ela, a geração Z passou a enxergar a academia como um “terceiro lugar”, conceito usado para definir espaços de convivência além da casa e do trabalho ou estudo. “Eles procuram trabalho, estudo e academia”, diz.
A percepção tem levado a rede a investir em experiências que vão além do treino, como coworkings, eventos sociais, aulas externas e espaços voltados à convivência dentro das unidades. “Hoje, com muitas academias parecidas em estrutura e preço, o que faz diferença é a experiência”, afirma Jéssica.
A tecnologia também ganhou papel central na operação. A rede utiliza sistemas de gestão que monitoram frequência, engajamento, risco de cancelamento e preferências dos alunos. Totens digitais e aplicativos permitem acesso aos treinos, agendamento de aulas e acompanhamento de desempenho. Os dados ainda ajudam a definir grades de atividades conforme o perfil de cada unidade.
A expansão internacional da Panobianco começou pelo México, escolhido por apresentar características operacionais semelhantes às do mercado brasileiro. A primeira unidade foi inaugurada em janeiro deste ano, na Cidade do México, e, segundo a executiva, já atingiu as metas iniciais. A empresa também avalia expansão para Argentina, Chile, Paraguai e, futuramente, Estados Unidos.
Confira abaixo o episódio completo do Bora Varejar com Jéssica Menali.
Esse conteúdo foi gerado por Inteligência Artificial com base na entrevista concedida por Jéssica Menali ao podcast Bora Varejar. O texto foi revisado e aprimorado pela redação da Mercado&Consumo.
Imagem: Divulgação
