Marinho: o fim da escala 6×1 é prioridade; é plenamente possível aprová-la em ano eleitoral

Ministro destaca que mobilização social é fundamental para convencer congressistas e empresários

Mobilização pode reduzir jornada de trabalho, mas é preciso pressionar o Congresso, diz Marinho

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse nesta quarta-feira, 7, que é plenamente possível aprovar o fim da escala 6×1 em ano eleitoral. Ele participa do programa Bom Dia, Ministro da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

“Se é possível no calendário do ano eleitoral você aprovar uma medida tão importante como essa e com forte impacto no mercado de trabalho e no ambiente do mercado de trabalho? Sim, isso é plenamente possível. Muita gente vê como uma contradição, eu vejo como uma possível oportunidade”, afirmou.

Segundo ele, essa é uma prioridade do governo porque essa escala seria a mais cruel. Ele destacou, entretanto, que a mobilização social é fundamental para ajudar no convencimento dos congressistas e dos empresários.

“Eu chamo a atenção disso porque a efetiva participação da sociedade é um motor necessário, importante no processo de convencimento a cada deputado e deputada, a cada senador e senadora e ao empresariado também”, disse.

E repetiu: “É plenamente possível fazer, é plenamente possível dizer a toda a atividade econômica do Brasil que é possível você acabar com a seis por um, mantendo as necessidades econômicas do País.”

Salário e jornada adequados incentivam trabalho, diz Lula

Em novembro, durante a 14ª Conferência Nacional de Assistência Social, realizada em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou que empresários ofereçam vagas de trabalho com melhores salários e jornada de trabalho mais justa.

Lula vem defendendo a revisão da jornada semanal de trabalho no Brasil, afirmando que os avanços tecnológicos tornam obsoleto o modelo atual, da escala 6×1 (seis dias de trabalho, um de descanso).

O Executivo aposta em um projeto alternativo em tramitação na Câmara dos Deputados. Lula disse que “ainda é preciso fazer mais” para reduzir as desigualdades no Brasil, ainda que seu governo tenha aprovado algumas medidas. Citou o projeto que isentou do Imposto de Renda aqueles que ganham até R$ 5 mil.

“Mesmo diminuindo as desigualdades no maior nível da história, o Brasil ainda é muito desigual. Os ricos ainda são muito ricos. Mesmo aprovando o não pagamento de IR para quem ganha R$ 5 mil, ainda é preciso fazer mais, porque ainda há muita concentração de renda no País. Estamos apenas começando a fazer a transformação que esse País precisa. Vai dar trabalho, mas vamos fazer”, afirmou.

Com informação do Estadão de Conteúdo (Mateus Maia).
Imagem: Agência Brasil 

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