ANP autoriza início de operação da primeira usina de etanol de trigo do Brasil

Expectativa é produzir 100 toneladas de cereal por dia e 12 milhões de litros de etanol por ano

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A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a CB Bioenergia, localizada em Santiago (RS), a iniciar as operações para produção de etanol de trigo. A liberação foi publicada nesta quinta-feira, 8, no Diário Oficial da União.

A usina é a primeira do País autorizada a produzir o biocombustível a partir do trigo. A expectativa da CB Bioenergia é produzir 100 toneladas do cereal por dia, e gerar até 12 milhões de litros de etanol hidratado por ano.

Na primeira fase do projeto, foram investidos cerca de R$ 100 milhões para a construção. Até 2027, a empresa projeta gerar entre 45 e 50 milhões de litros de por ano, com a expansão da unidade de Santiago, o que exigiria aportes adicionais que somam R$ 500 milhões.

Em novembro do ano passado, a C.B Bioenergia recebeu a Licença de Operação (LO), do governo do Rio Grande do Sul, para início das atividades no município.

Fora etanol, combustíveis fecham 2025 quase estáveis

Os preços de combustíveis entram em 2026 em alta, puxada pela entrada em vigor das novas alíquotas do ICMS. Apenas com o impacto do imposto, o litro da gasolina terá acréscimo de R$ 0,10 este mês, com o ICMS passando de R$ 1,47 para R$ 1,57. Em 2025, os preços ficaram praticamente estáveis. A exceção foi o etanol, que liderou o aumento de preços do setor no ano passado, com alta de quase 5%.

A alíquota de ICMS do diesel e do biodiesel subiu de R$ 1,12 para R$ 1,17 por litro, acréscimo de R$ 0,05 por litro e aumento de 4,4%. Já o gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, terá a alíquota elevada de R$ 1,39 para R$ 1,47 por quilo, equivalente a um reajuste de 5,7% e alta de R$ 1,05 por botijão (de 13 kg), informa a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes.

De acordo com a Petrobras, o ICMS corresponde a cerca de 23,7% da composição do preço da gasolina; 18,4% no caso do diesel; e 16,4% no Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).

O etanol foi o maior vilão da inflação dos combustíveis no ano passado, mostra levantamento da ValeCard, empresa especializada em meios de pagamento, soluções de mobilidade e benefícios corporativos. O biocombustível acumulou alta de 4,92% no ano, passando a custar, em média, R$ 4,56 o litro.

Com informação do Estadão de Conteúdo (Julia Maciel).
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