Pressionada por saúde e serviços, a inflação entre consumidores com 60 anos ou mais voltou a acelerar em dezembro, com alta de 0,15%, segundo Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC 60+), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Em 2025, o indicador encerrou o ano com alta de 4,00%.
O grupo de Despesas Pessoais (1,04%) exerceu o maior impacto sobre o índice, impulsionado principalmente pelo aumento nos preços de viagens (7,64%), passagens aéreas (7,06%) e serviços domésticos (1,07%), itens que têm peso relevante no orçamento da população acima de 60 anos. O grupo de Transportes (0,23%) e Vestuário (0,80%) também contribuíram para a alta do mês.
“A inflação do público 60+ segue sendo influenciada por serviços e despesas recorrentes, especialmente saúde e itens ligados a mobilidade e lazer, que têm peso maior nesse grupo. Em dezembro, apesar de algum alívio em alimentos e energia, a alta de viagens e serviços pessoais voltou a pressionar o índice”, explica Guilherme Moreira, coordenador do IPC 60+.
Entre os itens com maior elevação em dezembro destacam-se cebola (13,26%), batata (9,61%), viagem (7,64%), passagem aérea (7,06%) e serviço doméstico (1,07%). Por outro lado, quedas em itens essenciais ajudaram a conter uma aceleração mais intensa do índice. Os principais recuos foram observados em leite longa vida (-6,73%), frutas da época (-2,58%), TV a cabo e por satélite (-1,83%), energia elétrica (-1,05%) e contrato de assistência (-0,35%).
No horizonte mais longo, a saúde continua sendo o principal vetor de pressão inflacionária para o público 60+, com alta de 7,60% em 12 meses.
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