Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Editorias
    • Varejo
    • Economia
    • M&C Capital
    • Retail Media
    • Serviços
    • Shopping centers
    • Supermercados
  • Mercado&Tech
    • Tecnologia
    • Logística
    • E-commerce
    • Artigos Mercado&Tech
  • Mercado&Food
    • Foodservice
    • Abastecimento
    • Indústria
    • Artigos Mercado&Food
  • Opinião
    • Artigos
    • Colunistas
  • Especiais
    • Webcasts e Entrevistas
    • Web Stories
    • Revista M&C
    • Podcast M&C
    • Bora Varejar
    • Band News FM
  • Eventos
    • NRF Retail’s Big Show
    • NRA Show
    • Latam Retail Show

Home Destaque do dia

Brasileiro usa vale-refeição para comer mais carne em restaurantes

Para estabelecimentos, consumo das proteínas animais foi o que mais aumentou nos últimos seis meses

  • de Redação
  • 4 anos atrás

O aumento no preço das carnes bovina e de frango tem feito com que o trabalhador brasileiro lance mão do vale-refeição para consumir mais proteína nos restaurantes. A conclusão é de uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Benefícios ao Trabalhador (ABBT) em parceria com a empresa especializada em pesquisa de mercado Mosaiclab.

Segundo o levantamento, 46% dos estabelecimentos pesquisados afirmaram que o consumo da proteína animal aumentou nos últimos seis meses. Essa foi a categoria de ingredientes que compõem a refeição com a maior alta, seguida de verduras e legumes, citada por 40% dos estabelecimentos.

“Fica claro para nós que o trabalhador está usando o benefício para se alimentar com mais qualidade e variedade”, diz a diretora-executiva da ABBT, Jessica Srour. O benefício-refeição, também chamado de vale-refeição, vale-alimentação ou ticket, é concedido pelas empresas aos seus colaboradores graças ao Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), criado há 46 anos.

A pesquisa foi feita com proprietários de 4.487 restaurantes divididos entre as cinco regiões brasileiras entre fevereiro e abril deste ano. “Na percepção dos donos de estabelecimentos, o consumo da proteína aumentou mais nos últimos seis meses do que o dos demais itens do cardápio, o que é um indicativo de que, como a inflação de alimentação fora do lar está aumentando menos do que no lar, o trabalhador que usa o vale tem optado por comer proteína animal, algo que dificilmente ele consegue comprar em casa”, analisa o sócio-diretor da Mosaiclab Ricardo Contrera.

Pesquisa preço médio 2022 ABBT/Mosaiclab

Impacto da pandemia

O estudo aponta que até abril, no acumulado de seis meses, a inflação da alimentação no domicílio no Brasil já alcançava a casa dos 10%, pressionada pelos preços das proteínas animais – carnes, pescados, aves e ovos – nos supermercados. Já a inflação da alimentação fora do domicílio ficou em 2,6% no mesmo período.

“Os sucessivos aumentos do gás de cozinha e dos alimentos levaram o trabalhador a usar o benefício-refeição para consumir no almoço aqueles produtos que estavam mais caros no supermercado, como a carne vermelha”, pondera Jessica.

O setor de bares e restaurantes foi um dos mais penalizados com as restrições impostas pela pandemia de covid-19 e ainda não se recuperou totalmente. Os estabelecimentos têm feito grandes esforços para não elevar os preços, reduzindo suas margens, afirma Jessica. “Dessa maneira, o trabalhador e sua família puderam se alimentar bem fora de casa, com proteínas, sem pressionar o orçamento doméstico”, acrescenta.

Cristina Souza, CEO da Gouvêa Foodservice, comenta que o resultado da pesquisa apresenta a importância da perfeita gestão no foodservice, já que as carnes representam o maior custo de matéria-prima no cardápio dos operadores do segmento. ,Com isso, problemas de má qualidade na compra, erros de manipulação ou desperdício ofendem, ainda mais, a apertada margem desses negócios. Por outro lado, o perfeito preparo poderá atrair e fidelizar clientes.traduz uma combinação de um cenário quase esquisofrenico do consumidor nesse pós-pandemia.

“O resultado traduz uma combinação de um cenário quase esquisofrenico do consumidor nesse pós-pandemia. Ele verbaliza suas preocupações com sustentabilidade e saúde, assume a dieta flexitariana, mas, com a perda do seu poder de compra, faz uso frequente de embutidos, ovos, preparações a base de moídos ou desfiados em sua casa, além de intensificar no jantar o consumo de sanduíches”, afirma.

Cristina destaca ainda o aumento o aumento do índice de obesidade no Brasil saltou de 21,55% para 22,35% entre 2020 e 2021. “Assim, além de oferecer proteínas os restaurantes tem um papel fundamental em estimular o consumo de refeições de qualidade, assim, intensificar esse tipo de oferta fará toda a diferença para a saúde do País”, diz.

Pesquisa Crest/Mosaiclab

Escolhas mais saudáveis

Outro estudo feito para a ABBT pela Mosaiclab, chamado Crest, aponta que o trabalhador que almoça em restaurantes do tipo autosserviço (quilo ou buffet), comercial e a la carte tem usado o benefício-refeição para fazer escolhas mais saudáveis.

O trabalhador tem consumido mais proteínas animais, verduras, legumes e a tradicional combinação de arroz com feijão do que os consumidores gerais do foodservice, que inclui fast-food e estabelecimentos mais informais, como food trucks.

“Esse trabalhador formal que almoça fora de casa nos dias úteis pode fazer uso do vale para consumir produtos mais saudáveis, que também não estão sendo comprados em casa por causa da inflação. Ele procura uma refeição que vai ‘sustentá-lo’ até o final do expediente, o que reforça o consumo de produtos core nas refeições, como arroz, feijão, proteína e salada”, analisa Eduardo Bueno, head de Pesquisa e Inteligência da Mosaiclab.

Imagens: Shutterstock e Divulgação

  • Categories: Destaque do dia, Economia, Foodservice, Notícias
  • Tags: alimentaçãoalimentosbares e restaurantesbenefício-refeiçãoBrasilcarneclienteClientesempresasfoodservicemercadomercado&consumonegóciosprodutosproteínarestauranterestaurantesticketticket-refeiçãotrabalhadortrabalhadoresvale-alimentaçãovale-refeição

Conteúdo Relacionado

Presidente do México confirma viagem de time da Pemex ao Brasil para acordo com Petrobras

de Redação 19 de junho de 2026

Azzas avalia alternativas para a Farm Rio e contrata Morgan Stanley

de Redação 19 de junho de 2026

BC retira teto de R$ 500 para Pix por aproximação; instituições devem se adaptar até outubro

de Redação 19 de junho de 2026

Índice de estoques da FecomercioSP atinge maior nível desde abril de 2025

de Redação 19 de junho de 2026

Durigan repete que origem de problemas no Master foi falha de supervisão no BC

de Redação 19 de junho de 2026

Motoristas de apps e taxistas já podem pedir financiamento

de Redação 19 de junho de 2026

Grupo Prime, do setor de agronegócio, pede recuperação judicial com dívidas de quase R$ 800 mi

de Redação 19 de junho de 2026

Habib's e Centauro entram na tendência das chuteiras rosas que invadiu a Copa

de Redação 19 de junho de 2026
Voltar ao topo

Sair da versão mobile