Cade aprova venda de ativos da Raízen Energia na Argentina para Mercuria Energy Group

O negócio é avaliado em US$ 1,420 bilhão

Raízen protocola plano de recuperação extrajudicial para dívida de R$ 64,7 bi

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a aquisição pela Latam Downstream Holdings e a Silver Projects – da Mercuria Energy Group – dos ativos de downstream da Raízen Energia na Argentina. O despacho foi publicado no Diário Oficial da União (DOU).

Como mostrou o Broadcast, o negócio é avaliado em US$ 1,420 bilhão. O pagamento será composto por uma parcela em caixa na data de fechamento, sujeita a ajustes usuais para esse tipo de operação – como variações de capital de giro e de endividamento líquido, além de outros previstos em contrato – e pela assunção, pelas compradoras, do endividamento da Raízen Argentina S.A.U.

“Para o Grupo Mercuria, a operação representa uma oportunidade de expandir suas atividades no setor de petróleo e combustíveis, especialmente por meio do fortalecimento de sua presença física e comercial na Argentina. Para o Grupo Raízen, a alienação das empresas-alvo está alinhada à estratégia de desalavancagem do grupo, voltada à redução de seu endividamento e ao direcionamento de seus esforços para suas atividades principais”, disseram as empresas ao Cade.

Plano de recuperação extrajudicial

A Raízen submeteu à 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo, o Plano de Recuperação Extrajudicial para reestruturar a dívida de R$ 64,7 bilhões da companhia.

Através da publicação de Fato Relevante, a Raízen anunciou a adesão de 75,45% dos credores ao plano. Todos os grupos de credores, isto é, detentores de títulos internacionais, títulos locais e bancos, apoiaram a proposta.

Entre as principais medidas do plano está a injeção de capital de R$ 3,5 bilhões pela Shell, além da possibilidade de aporte adicional de R$ 500 milhões pela Aguassanta Participações, ligada à família do empresário Rubens Ometto, acionista controlador da Cosan S.A..

O plano também prevê a conversão de 45% da dívida reestruturada em participação acionária e a substituição, refinanciamento ou aditamento dos 55% restantes por meio de novos títulos de dívida.

A empresa informou ainda que pretende avançar com desinvestimentos e reorganizações societárias para fortalecer a estrutura financeira da companhia.

Com informação do Estadão de Conteúdo (Eduardo Rodrigues).
Imagem: Divulgação 

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