Natal deve movimentar mais de R$ 75 bilhões em moda, calçados e móveis

Varejo de vestuário deve alcançar 957,1 milhões de peças vendidas

Natal: 12 milhões de consumidores devem ir às compras na última hora

O varejo de vestuário deve alcançar 957,1 milhões de peças vendidas, crescimento de 4,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, com movimentação estimada em R$ 48,5 bilhões, aumento de 9,4%, liderando as vendas de Natal, de acordo com projeções da Inteligência de Mercado (Iemi).

A categoria de calçados fica na vice-liderança e deve comercializar 123,4 milhões de pares no período de fim de ano, representando alta de 4,2%, e gerar R$ 12,6 bilhões em vendas, avanço de 9%. Já o mercado de móveis e colchões prevê 42,7 milhões de peças vendidas, crescimento de 7,6%, com faturamento estimado em R$ 14,1 bilhões, elevação de 10,4%.

Marcelo Prado, consultor e diretor do Iemi, explica que o cenário mostra que o consumidor deve priorizar compras planejadas e produtos de maior valor agregado, o que explica a diferença entre os crescimentos de volume e faturamento. Essa tendência de consumo, que emergiu com mais força em 2025, se consolida para o próximo ciclo e influencia diretamente a estratégia das empresas do varejo em ações promocionais, sortimento e posicionamento de preço.

O estudo estima que, ao todo, em 2025, o varejo de vestuário movimente R$ 314,9 bilhões, crescimento de 6,8% em relação a 2024, com previsão de vendas de 6,4 bilhões de peças, avanço de 3,1%. O setor de calçados deve somar R$ 81,5 bilhões em faturamento, aumento de 6,1%, e 822,5 milhões de pares vendidos, alta de 2,8%. Já o varejo de móveis e colchões deve registrar estabilidade em valor, com R$ 127,9 bilhões, crescimento de 0,2%, e retração em volume, com 394,6 milhões de unidades comercializadas, queda de 2,2%.

“O que vemos é um consumidor mais seletivo, informado e consciente do valor da sua compra, e isso exige que o setor esteja preparado com transparência, eficiência e modelos mais responsáveis de operação. Para sustentar o crescimento, é essencial evoluir em competitividade, ambiente regulatório equilibrado e desenvolvimento dos fornecedores, garantindo que a expansão aconteça de forma sustentável e inclusiva”, afirma Edmundo Lima, diretor executivo da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex).

Imagem: Freepik

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