Oito em cada dez consumidores brasileiros usam o Pix como principal meio de pagamento no dia a dia. A solução é usada, principalmente, em lojas físicas e, online e no pagamento de contas de consumo, como água, luz e telefone.
Essas são algumas das conclusões de uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil, em parceria com a Offerwise. O estudo mapeia o comportamento de internautas nas 27 capitais brasileiras.
Quando se consideram apenas as lojas físicas, o Pix e usado por 41% dos consumidores, o que representa um aumento de oito pontos porcentuais em relação à pesquisa feita no ano passado. Nas lojas online, o uso é ainda maior, sendo prioridade para 55% dos entrevistados, com um aumento também de oito pontos.
Nas contas de consumo, como água, luz, telefone e internet, o Pix é predominante, sendo utilizado por 66% dos consumidores, um crescimento de 14% comparado com 2025.
Os maiores atrativos do Pix
Segundo a pesquisa, a rapidez e praticidade são os maiores atrativos para o uso do Pix. Essa é a opinião de 69% dos entrevistados.
“Embora o Pix tenha atropelado métodos tradicionais e a digitalização avance a passos largos — com contas digitais já superando as físicas entre os jovens —, existe um teto de vidro imposto pela segurança e pela infraestrutura. Mesmo entusiasmado com a inovação, o consumidor mantém um pé no conservadorismo por necessidade de autonomia financeira: ele quer a velocidade do digital, mas não sai de casa sem a garantia do físico caso a bateria do celular acabe ou a conectividade falhe”, aponta o presidente da CNDL, José César da Costa.
O estudo identifica um perfil de consumidor com medo no uso de tecnologias como o pagamento por aproximação. De acordo com o levantamento, 68% dos entrevistados temem sofrer golpes, apesar de a incidência real de fraudes ser de apenas 7%.
Para o futuro, os brasileiros apostam na continuidade da dominância do Pix (36%) e na integração de meios digitais como biometria e pagamentos via relógio (26%). Inclusive, 46% dos entrevistados já aceitariam o reconhecimento facial em estabelecimentos comerciais para economizar tempo no checkout.
QR Code em alta
Outra modalidade de pagamento que cresceu nos últimos anos é o QR Code. Oito em cada dez consumidores (86%) já utilizaram QR Code na hora de pagar alguma compra ou conta. As principais razões destacadas para utilização são a rapidez (54%) é o fator número um. A eliminação de erros e a agilidade logística também pesam: 44% usam para evitar a digitação manual de chaves e 38% citam a ampla aceitação no comércio.
O crescimento esbarra em questões de confiança: 26% dos usuários têm baixa segurança na ferramenta. Há um empate entre a dificuldade técnica de uso (24%) e o medo de clonagem ou roubo de dados (24%), sugerindo que, para uma parcela da população, a interface ainda não é intuitiva ou segura o suficiente.
Para converter quem ainda não utiliza, o foco deve ser educativo: 47% afirmam que precisariam de mais informações sobre como a modalidade funciona. A segurança (37%) e o aumento da rede de aceitação comercial (26%) são os gatilhos necessários para a adesão desse grupo.
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