Depois da IA, a Omni Inteligência

Depois da IA, a Omni Inteligência

O varejo levou quase uma década para aprender a integrar canais. Loja física, e-commerce, app, WhatsApp. É fato que cada onda chegava com um intervalo que permitia errar, aprender e construir antes da próxima. O mercado sobreviveu ao omnichannel porque tinha tempo.

Com a Inteligência Artificial, esse intervalo desapareceu.

O problema é o mesmo do omnichannel. A velocidade, não.

No omnichannel, os canais eram visíveis. Com a IA, grande parte das ferramentas em uso sequer aparece no inventário de TI. O termo “Shadow AI” é, por definição, invisível para quem precisaria orquestrá-la.

É por isso que proponho um novo conceito para nomear esse desafio: Omni Inteligência (OI).

Assim como do multicanal fomos para o mundo do omnicanal, agora estamos migrando do mundo da IA, para o mundo da OI.

Assim como o omnichannel exigiu que as empresas parassem de pensar em canais isolados e começassem a pensar em integração, a Omni Inteligência já começa a exigir que as empresas parem de pensar em ferramentas de IA isoladas e comecem a pensar em orquestração, reunindo com visibilidade, governança e responsabilidade cada agente em operação.

Os riscos se acumulam em quatro frentes.

Uma das lições do omnichannel que o mercado se recusa a lembrar é que integração nunca foi somente sobre tecnologia. Foi também sobre decidir quem manda, como os dados fluem e quem responde quando algo dá errado.

Com a Omni Inteligência, o desafio é o mesmo.

Maior em complexidade, menor em tempo disponível.

E espetáculo, como todo varejo sabe, tem vida curta. E se te fez pensar, faça acontecer.

Caio Camargo é especialista em inovação no varejo.
*Este texto reproduz a opinião do autor e não reflete necessariamente o posicionamento da Mercado&Consumo.
Imagem criada por Inteligência Artificial.

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