Em apenas cinco anos de existência, o Pix consolidou-se como uma das maiores inovações do sistema financeiro brasileiro. Prestes a completar cinco anos no próximo dia 16, o meio de pagamento transformou a rotina de consumidores e empresas ao permitir transferências instantâneas, disponíveis 24 horas por dia e sem custo para pessoas físicas. O que começou como uma alternativa aos conhecidos TED e DOC, acabou se tornando parte do dia a dia do brasileiro.
A história do Pix começa antes de sua estreia, quando o Banco Central iniciou estudos e consultas públicas para criar um sistema de pagamentos mais eficiente, capaz de reduzir custos e estimular a digitalização financeira no País. A simplicidade era fundamental: chaves, QR Codes e links substituiriam processos antes burocráticos e demorados.
Os impactos foram imediatos. Em poucos meses, o Pix se tornou o método preferido para pagamentos entre pessoas e, logo depois, também para comércio e serviços. Com sua adoção massiva, o Brasil passou a figurar entre as referências globais em pagamentos instantâneos, democratizando o acesso a serviços financeiros, facilitando a vida de pequenos empreendedores, reduzindo custos para estabelecimentos e estimulando a formalização do mercado.
Crescimento consistente
Segundo uma análise inédita do Ebanx baseada em dados públicos do Banco Central do Brasil e da Corporação Nacional de Pagamentos da Índia (NPCI), o Pix está na iminência de alcançar 8 bilhões de transações: a projeção para dezembro é de 7,9 bilhões. O número representa uma alta estimada de 15% em relação a setembro, último dado oficial disponível, e reflete o impulso das compras de fim de ano.
Esse crescimento vai fazer com que o volume transacionado pelo Pix em 2025 chegue a R$ 35,3 trilhões, um salto de 34% em relação ao ano anterior. Nenhum outro sistema de pagamentos instantâneos no mundo atingiu essa marca tão rapidamente, nem mesmo o UPI da Índia, que inspirou a plataforma brasileira e levou seis anos e oito meses para se aproximar dos 8 bilhões.
“O Pix demonstrou ao longo desses cinco anos o enorme impacto que os pagamentos digitais têm na inclusão financeira e no desenvolvimento econômico de um país”, afirma João Del Valle, CEO e Cofundador do Ebanx. “É fácil de usar, gratuito, seguro, instantâneo, disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana e, principalmente, acessível a todos. É por isso que se tornou o método de pagamento mais usado no país e a porta de entrada de milhares de pessoas para a economia digital”, completa.
Segundo o Banco Central, enquanto 60 milhões de brasileiros não possuem cartão de crédito, mais de 170 milhões usam o Pix. O sistema atualmente alcança 93% da população adulta, de acordo com análise do Ebanx com dados do Banco Central e do IBGE. Empresas globais parceiras do EBANX que oferecem o Pix como opção de pagamento registraram um aumento médio de 16% na receita e um crescimento de 25% na base de clientes em apenas seis meses. “Isso mostra como sistemas de pagamento em tempo real podem impulsionar o crescimento econômico ao tornar transações financeiras mais eficientes e acessíveis”, avaliou Del Valle.
Contabilizando todas as operações via Pix do lançamento até setembro de 2025, foram realizadas 196,2 bilhões de transações, que movimentaram R$ 84,9 trilhões, mais de sete vezes o PIB anual do país em 2024 (R$ 11,7 trilhões).

Com um crescimento médio anual (CAGR) de 202% nos seus primeiros cinco anos, o Pix continua longe de atingir seu limite. A nova onda de expansão é impulsionada por recursos como o Pix Automático, lançado em junho, que possibilita pagamentos recorrentes e amplia o acesso para milhões de brasileiros que não possuem cartão de crédito.
Esse avanço já se reflete entre empresas globais de e-commerce atendidas pelo Ebanx, por exemplo. Dados internos apontam que 74% dos novos consumidores dessas companhias escolheram o Pix Automático para realizar sua primeira compra. “Antes do Pix, esses consumidores estavam excluídos da economia digital. Agora, eles têm acesso a produtos e serviços que eram restritos a portadores de cartão. Essa mudança está remodelando o cenário de consumo do Brasil e provando que inclusão financeira não é apenas uma boa política, é um bom negócio”, explica Del Valle.
Evolução no comportamento
A maneira como os brasileiros usam Pix mudou consideravelmente desde o lançamento do meio de pagamento, mudando de uma ferramenta de transferência de valores entre pessoas físicas para um método de pagamento para fazer compras. Em novembro de 2021, por exemplo, 73% de todas as transações eram entre pessoas físicas (P2P). À medida que as empresas identificaram a oportunidade que essa nova plataforma oferecia e começaram a disponibilizá-la aos clientes, o volume de operações de pessoas para empresas (P2B) cresceu consideravelmente e superou o P2P pela primeira vez em setembro deste ano, por uma margem acima de 600 mil transações.
Essa diferença aumentou em outubro, atingindo quase 4 milhões de transações a mais. Atualmente, o P2B já representa 44% do total, em comparação com 43% do P2P. A projeção do Ebanx é que a diferença continuará se expandindo, com o P2B atingindo em torno de 48% até agosto de 2026, antes do sexto aniversário do Pix
Perfil do usuário
A análise do Ebanx também traçou um perfil dos brasileiros que mais usaram a ferramenta nestes cinco anos. Mais da metade (51,6%) de todas as operações foi feita por quem tem entre 20 e 39 anos. Entre as regiões do país, o Sudeste lidera com 42,8%, seguido pelo Nordeste (26,6%), Sul (12,3%), Norte (9,7%) e Centro-Oeste (8,6%).
Nos estados, o top 5 é formado por São Paulo (23,8%), Rio de Janeiro (8,8%), Minas Gerais (8,3%), Bahia (7,1%) e Paraná (5%). Na outra ponta, as duas unidades da federação que fizeram menos transações no período foram Roraima e Acre (0,4% cada). No ranking das cidades, a capital paulista lidera, com 20%. Rio de Janeiro (9%), Salvador (4,7%), Manaus (4,4%) e Brasília (4,2%) vêm logo atrás.
Cinco anos depois de sua estreia, vemos o Pix como muito mais do que um meio de transferência, mas uma plataforma em constante evolução. Novas funcionalidades, que vem sendo lançadas com certa constância, têm ampliado cada vez mais seu alcance. O que começou como uma solução para agilizar transferências tornou-se símbolo da modernização financeira brasileira, transformando o País em benchmark de eficiência no sistema de pagamentos.
“Os cinco anos do Pix mostram que inclusão financeira não é apenas sobre acesso, é sobre adoção e usabilidade. Por ser intuitiva, disponível 24/7 e sem tarifas para o consumidor, a plataforma transformou a maneira como os brasileiros fazem transações financeiras e engajam com o mundo digital, provando que uma infraestrutura financeira inclusiva pode impulsionar tanto crescimento econômico quanto igualdade social”, finaliza Del Valle.
Imagens: Shutterstock e divulgação