A Johnson & Johnson registrou lucro líquido de US$ 5,53 bilhões, ou US$ 2,27 por ação, no segundo trimestre de 2026, praticamente estável em relação aos US$ 5,54 bilhões, ou US$ 2,29 por ação, registrados um ano antes. Excluindo itens extraordinários, o lucro por ação foi de US$ 2,90, acima da expectativa de analistas consultados pela FactSet, de US$ 2,85.
A receita avançou 6,6%, para US$ 25,31 bilhões, superando o consenso do mercado, de US$ 25,02 bilhões.
A empresa elevou suas projeções para 2026 após registrar resultados acima das expectativas no segundo trimestre, impulsionados pelo desempenho de medicamentos para câncer e pelo crescimento da divisão de dispositivos médicos. A companhia agora espera lucro ajustado por ação entre US$ 11,60 e US$ 11,75 em 2026, acima da faixa anterior de US$ 11,45 a US$ 11,65. A previsão de receita anual também foi revisada para US$ 100,8 bilhões a US$ 101,4 bilhões, ante estimativa anterior de US$ 100,3 bilhões a US$ 101,3 bilhões.
A divisão farmacêutica registrou crescimento de 7,8%, impulsionada pelos medicamentos oncológicos Darzalex e Carvykti, pelo tratamento imunológico Tremfya e pelo medicamento para neurociências Spravato. Segundo o diretor financeiro, Joseph Wolk, o forte desempenho das áreas de oncologia e neurociências compensou a queda nas vendas do medicamento para psoríase Stelara, pressionadas pela concorrência de biossimilares.
Na divisão de dispositivos médicos, a maior parte dos negócios também apresentou crescimento, com destaque para produtos cirúrgicos e ortopedia. Em contrapartida, as vendas de bombas cardíacas foram afetadas pela divulgação de um estudo que levantou dúvidas sobre a eficácia do equipamento em uma indicação específica, embora Wolk tenha ressaltado que diversos estudos anteriores demonstraram a efetividade do produto.
“Não foi o trimestre perfeito que vínhamos apresentando recentemente”, afirmou o executivo, acrescentando que a força das demais áreas permitiu à companhia superar as expectativas do mercado e elevar suas projeções para o ano.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Dow Jones Newswires).
Imagem: Shutterstock
