INSS: repasse de consignados ao Master foi bloqueado até se provar veracidade de contratos

Valores somam cerca de R$ 2 bilhões em 254 mil contratos de consignado

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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) reteve, desde setembro, todos os valores que seriam repassados ao Banco Master referentes a 254 mil contratos de crédito consignado – aproximadamente R$ 2 bilhões. O presidente do órgão, Gilberto Waller, explicou, em entrevista à GloboNews, que a medida foi tomada após a constatação de várias irregularidades.

“Solicitamos a cópia dos contratos desses aposentados e pensionistas e, quando a gente recebe, recebe com surpresa. Contrato não é claro, não está de acordo com a instrução normativa do INSS, não tem taxa de juros, custo efetivo. O contrato aquém do necessário. A assinatura do segurado vinha como se fosse assinatura eletrônica, mas sem o QR Code para confirmar”, relatou.

Segundo Waller, “não liberamos mais o recurso para o Banco Master ou para o liquidante ou para quem ele cedeu o crédito até a comprovação de que essa assinatura é do nosso aposentado e pensionista”. Uma reunião com o liquidante está marcada para a próxima semana; o banco terá prazo para regularizar a documentação. “Não comprovando que a assinatura seja idônea, a gente cancela e devolve para aposentado e pensionista”, avisou.

Teto de aposentados e pensionistas aumenta

A partir de fevereiro, os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que ganham mais que o salário mínimo terão aumento de 3,9%. Com a correção, o teto dos benefícios da Previdência Social sobe para R$ 8.475,55 em 2026, contra R$ 8.157,40 em 2025.

A variação equivale ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2025, divulgado nesta sexta-feira, 9,  pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador mede a inflação para famílias com renda de até cinco salários mínimos.

O reajuste de 3,9% será pago integralmente aos segurados que já recebiam as aposentadorias e pensões do INSS acima de um salário mínimo em 1º de fevereiro de 2025. Quem começou a receber o benefício após essa data terá aumento proporcional ao número de meses em que o benefício foi pago.

Com informação do Estadão de Conteúdo (Gustavo Nicoletta).
Imagem: Shutterstock  

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