Em nota divulgada no final da noite desta quarta-feira, 15, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) diz que lamenta, com profunda preocupação, a aplicação de uma nova sobretaxa às exportações de produtos brasileiros ao mercado americano. A entidade destaca que a decisão é especialmente prejudicial por ser aplicada de forma unilateral, o que reduz significativamente a competitividade do País perante concorrentes globais.
Os Estados Unidos anunciaram a imposição de tarifas de 25% sobre produtos vindos do Brasil. A medida passa a valer a partir do próximo dia 22, com base em investigações feitas por Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). Há uma lista de isenções que inclui mais de 2.100 itens – entre eles, carne, café e suco de laranja.
“Em um momento de extrema sensibilidade econômica mundial, a opção do governo brasileiro por ruídos diplomáticos desnecessários, críticas personalistas, discursos eleitorais e desalinhamento político com Washington acabou por minar vínculos construídos ao longo de mais de 200 anos de cooperação bilateral”, diz a nota da Fiesp.
Ainda de acordo com a entidade, “a retaliação comercial poderia ter sido evitada com uma condução técnica e pragmática, como buscou a Fiesp durante as audiências públicas nos EUA em outras oportunidades no último ano”.
“O mercado norte-americano é o principal destino de produtos brasileiros de alto valor agregado. Esse novo ‘pedágio’ imposto às exportações se soma à crônica realidade enfrentada pelas nossas empresas, que convivem com alta carga tributária e com as taxas de juros reais mais elevadas do mundo, entre outros desafios”, disse Paulo Skaf, presidente da Fiesp.
Na nota, a entidade reafirma o compromisso com a diplomacia empresarial e seguirá trabalhando de forma construtiva junto a parceiros nos EUA para que as tarifas sejam revertidas ou parcialmente mitigadas na ampliação da lista de isenções.
Com informações de Estadão Conteúdo (Francisco Carlos de Assis).
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