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Home Tecnologia

IA cria mais empregos do que destrói, afirma membro do BCE

Especialista aponta que tecnologia pode superar tarefas padronizadas

  • de Redação
  • 4 meses atrás
IA cria mais empregos do que destrói, afirma membro do BCE

O integrante do conselho do Banco Central Europeu (BCE), Joachim Nagel, afirmou nesta terça-feira, 17, que a Inteligência Artificial (IA) é um verdadeiro divisor de águas, e que a “história das transformações tecnológicas nos ensina que, em regra, mais empregos foram criados do que perdidos. Em discurso na DHBW Karlsruhe, o também presidente do Bundesbank indicou que análises deste fenômeno também apontam para essa conclusão.

“O trabalho intelectual padronizado está perdendo seu valor intrínseco. Grande parte disso pode ser superado por meio da IA. Hoje em dia já conseguimos fazer as coisas mais rápido e mais barato. Isso significa que haverá menos trabalho para as pessoas em geral? Não é algo garantido”, apontou.

“Como resultado, os perfis profissionais mudarão: menos rotina, mais escrutínio, classificação e questionamento crítico. O discernimento se tornará uma competência essencial”, concluiu.

Demanda por novas habilidades e IA 

As escolhas de políticas públicas determinarão se trabalhadores e empresas estarão adequadamente preparados para a revolução da Inteligência Artificial (IA) e as novas habilidades demandadas pelo mercado de trabalho. É o que mostra um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre novos empregos na era da IA.

De acordo com o relatório, a utilização de novas habilidades por parte dos trabalhadores será crucial para encontrar ou manter um emprego.

“Nossa análise mais recente revela a dimensão da demanda por novas competências: uma em cada 10 vagas anunciadas em economias avançadas e uma em cada 20 em economias de mercados emergentes já exige pelo menos uma nova habilidade”, diz o FMI. “Cargos profissionais, técnicos e gerenciais apresentam a maior demanda por novas habilidades, especialmente em TI”.

Assim, o documento afirma que os países devem adotar políticas para ajudar os trabalhadores a se adaptarem, adquirirem novas habilidades e permanecerem ativos no mercado de trabalho, além de ampliar sua mobilidade por meio de moradia acessível e arranjos de trabalho flexíveis.

Com informação do Estadão de Conteúdo (Matheus Andrade).
Imagem: Shutterstock     

  • Categories: Notícias, Tecnologia
  • Tags: Banco Central EuropeuBCEBrasilcargosclassificaçãocompetênciacompetênciasconselhoEmpregosfenômenogerenciaishabilidadesIApessoasprofissionaisquestionamentorápidoTécnicostecnologiatrabalhadorestrabalhotransformações tecnológicas

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