Lula defende Pix após tarifa dos EUA: “É público, é de graça e vai continuar assim”

Relatório de órgão americano acusa Banco Central brasileiro de favorecer o Pix

Lula diz que Pix é do Brasil e não será modificado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu em defesa do Pix nesta sexta-feira, 17, um dia depois de os Estados Unidos anunciarem a imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, como resultado de uma investigação que aponta o sistema de pagamentos instantâneo do Brasil como uma prática ilegal de comércio digital.

“Ninguém vai fazer a gente mudar o Pix. É público, é de graça e vai continuar assim”, diz um card compartilhado pelo perfil de Lula nas redes sociais. “Nossa soberania não se negocia”, diz a legenda da imagem.

A nova tarifa sobre produtos brasileiros foi confirmada pelos EUA na noite de quarta-feira, 15, após a conclusão de uma investigação do Escritório do Representante Comercial (USTR, na sigla em inglês) com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana. O relatório do USTR acusa o Banco Central brasileiro de favorecer o Pix, em detrimento de outros meios de pagamento.

Fora o Pix, Lula disse, no entanto, que não falaria muito mais sobre o tarifaço. “Eu vou deixar para falar do tarifaço quando o Trump falar. Quando o Trump falar, eu falarei. Enquanto ele não falar, eu não falarei”.

Na quinta-feira, 16, em uma entrevista coletiva sobre o tarifaço, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, disse considerar difícil compreender a posição dos EUA sobre o sistema de pagamentos, uma vez que a infraestrutura é aberta e produz concorrência. Hoje, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que classificar o Pix como prática desleal é um “completo absurdo”.

Com informações de Estadão Conteúdo (Cícero Cotrim).
Imagem:  Shutterstock

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