TikTok ganha espaço na jornada de compra do consumidor de alta renda

BYD e Nomad são exemplos de empresas que usam a plataforma passa a influenciar decisões, da descoberta à conversão

TikTok ganha espaço na jornada de compra do consumidor de alta renda

Inicialmente associado apenas ao entretenimento e à cultura jovem, o TikTok ocupa um espaço cada vez mais relevante na jornada de compra. Três a cada quatro usuários já compraram um produto depois de vê-lo na plataforma. O impacto do TikTok no hábito de compra é realidade, inclusive, entre o público de alta renda, que usa a plataforma em todas as etapas: exposição, gatilhos, exploração, avaliação, experiência – e a compra em si.

Segundo uma pesquisa do próprio TikTok, sete em cada dez consumidores do público de alta renda usam a plataforma como buscador de produtos para aprofundar conhecimento. Além disso, 84% afirmam gostar de pesquisar reviews de produtos, usando a plataforma para aprender e validar informações mesmo após a compra.

O TikTok influencia segmentos como Tecnologia e Inovação (55%), Viagens e Turismo (53%), Gastronomia (50%), Beleza e Cuidados Pessoais (46%), Esportes e Vida Saudável (45%) e Moda e Estilo (42%). Neste último, 76% acreditam que a plataforma inspira novas formas de vestir, e 88% priorizam a qualidade.

No segmento de Beleza, 83% afirmam que o TikTok ajudou a descobrir novos cuidados e tendências. Mesmo no setor automotivo, 75% dos homens dizem que a plataforma despertou interesse por carros e novidades. Finanças também ganham espaço, com 77% dos entrevistados afirmando que o TikTok ampliou sua visão sobre dinheiro.

A pesquisa mostra, ainda, que sete em cada dez consumidores de alta renda veem o consumo premium como um investimento em imagem pessoal, e não como ostentação. Para 81%, eles fazem parte do reforço de identidade e de uma linguagem de pertencimento.

Muitas marcas que atuam com foco no público de alta renda já perceberam esse potencial e têm lançado mão do TikTok como em campanhas no Brasil. A montadora chinesa de carros elétricos BYD, por exemplo, adotou uma presença always-on na plataforma durante sua chegada ao País, com conteúdos cocriados com especialistas, criadores e diferentes formatos de mídia. O resultado foi a geração de mais de 50 mil compradores em potencial em apenas seis meses.

Outro exemplo é o da fintech brasileira Nomad, que buscava maior eficiência na aquisição de clientes e encontrou no TikTok uma solução orientada à performance. A empresa adotou uma solução chamada Smart+, que usa Inteligência Artificial (IA) para automatizar a gestão de campanhas. O resultado foi a obtenção de clientes a um custo por conversão 35% menor do que a estratégia manual da Nomad. Além disso, após a implementação da solução em todas as campanhas, o número de contas abertas subiu 42%, enquanto o custo por aquisição de clientes caiu 62% no mesmo período.

Mercado de luxo no Brasil

O mercado de luxo no Brasil cresceu 26% entre 2022 e 2024, taxa que contrasta com a expansão de apenas 3% ao ano registrada globalmente no mesmo período. O País está na nona colocação entre os mercados de luxo que mais crescem no mundo, segundo levantamento do Luxury Lab Global, realizado pela Bain & Company.

O levantamento mostra que a taxa média anual de expansão do setor brasileiro atingiu 12%, e o faturamento total chegou a R$ 98 bilhões no ano passado. No mesmo período, o mercado de luxo global movimentou 1,48 trilhão de euros, uma retração entre 1% e 3% frente ao ano anterior. A queda reflete, sobretudo, a desaceleração no mercado asiático, com destaque para a China.

As projeções mantêm uma expectativa favorável para os próximos anos. A Bain & Company estima que o mercado brasileiro alcance R$ 150 bilhões até 2030, com crescimento anual entre 6% e 8%.

Imagem: Envato

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