XP Inc. anuncia Gustavo Alejo como novo CFO a partir de agosto

Ele substituirá Victor Mansur, que continuará como sócio da XP e no board de investidas do grupo

XP Inc. anuncia Gustavo Alejo como novo CFO

A XP Inc. anunciou nesta segunda-feira, 18, a nomeação de Gustavo Alejo como novo CFO da companhia, que assumirá o cargo em agosto. Ele sucederá Victor Mansur, que deixa o cargo, mas permanece como sócio da XP e integrante do board de empresas investidas do grupo.

“A transição será conduzida de forma planejada e organizada, reforçando a continuidade da liderança e a estratégia de longo prazo”, disse a XP.

A chegada de Alejo também é vista pela empresa como um reforço importante, especialmente em um momento em que passa a ter cada vez mais escala e segue ganhando relevância no mercado. Alejo possui mais de 30 anos de experiência no setor financeiro e construiu sua carreira em instituições relevantes do mercado, onde liderou ciclos importantes de crescimento.

“A XP Inc. permanece plenamente comprometida com sua estratégia de longo prazo e confiante de que essa transição reforça a continuidade da liderança e sustenta a execução e o crescimento futuros da companhia”, disse ainda em nota.

Lucro líquido

A XP anunciou alta de 7% em 12 meses de seu lucro líquido ajustado no primeiro trimestre de 2026, para R$ 1,318 bilhão. Em relação ao quarto trimestre, o resultado ficou praticamente estável, com leve queda de 1%.

A receita bruta atingiu R$ 4,919 bilhões no mesmo período, representando um aumento de 8% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e recuo de 7% frente ao quarto trimestre. O setor de varejo encerrou o período com receita de R$ 3,773 bilhões — uma alta de 10% na comparação anual e queda de 2% em relação aos três meses anteriores.

Já o banco de atacado, que agora inclui o negócio institucional, além de Grandes Empresas e Mercado de Capitais, cresceu 26% em relação ao mesmo período do ano anterior, com receitas totalizando R$ 1,146 bilhão, apesar de uma redução de 8% na comparação com o último trimestre de 2025.

A receita líquida ficou em R$ 4,733 bilhões entre janeiro e março, alta de 8% na comparação anual e queda de 7% na trimestral.

De acordo com a XP, o crescimento anual da receita bruta foi impulsionado pelo maior volume em renda variável, novas verticais e outros, que inclui floating e novos negócios que crescem em um ritmo mais acelerado, enquanto o indicador de varejo foi pelo maior volume negociado em ações e futuros.

O EBT atingiu R$ 1,418 bilhão, aumento de 8% na comparação anual e queda de 14% no trimestre. A margem EBT subiu para 30% no primeiro trimestre, alta de 5 pontos-base em 12 meses e diminuição de 273 pontos-base no trimestre.

O retorno sobre patrimônio líquido ajustado (ROAE) ajustado ficou em 21,7% no primeiro trimestre, uma queda de 235 pontos-base em relação a igual intervalo de 2025 e de 108 pontos-base na comparação trimestral.

A base de ativos totais de clientes (AuC, AuM e AuA) alcançou R$ 1,529 trilhão no trimestre, crescimento de 15% no ano, impulsionada por R$ 85 bilhões de captação líquida e R$ 116 bilhões de apreciação de mercado. A captação líquida total atingiu R$ 14 bilhões, um recuo de 39% em 12 meses e de 55% no trimestre.

Com informação do Estadão de Conteúdo (Danielle Fonseca e Camila Vech).
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