O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou nesta quarta-feira, 20, querer que os entregadores e motoristas de aplicativo façam parte da Previdência. A declaração foi realizada em entrevista ao programa Bom dia, ministro da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
“Nós não estamos querendo taxar vocês. Nós não estamos querendo onerar o serviço. Nós estamos querendo proteger vocês, para que vocês fiquem embaixo desse guarda-chuva do Estado”, afirmou Queiroz.
Segundo ele, a ideia é mudar a conversa sobre a seguridade social de fraudes e filas para um órgão que protege a população nos momentos de dificuldade. Isso faria com que mais pessoas aderissem ao sistema e este ficasse mais saudável financeiramente mesmo com o envelhecimento da população.
“Por isso que eu estou fazendo essa propaganda, por isso que a gente tem que falar bem do INSS, para que a gente possa atrair esse contingente para contribuir com a previdência social”, completou o ministro.
Linha de R$ 30 bilhões
Foi publicada há pouco, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), a Medida Provisória (MP) nº 1.359/2026 que estabelece uma linha de crédito de até R$ 30 bilhões para financiar compra de carros novos e sustentáveis (flex, híbridos ou elétricos) com preço até R$ 150 mil por motoristas de aplicativo e taxistas.
O lançamento do Move Brasil Táxi e Aplicativos foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta tarde, em São Paulo, em evento que contou com a presença de autoridades e representantes dos motoristas.
O acesso ao programa será limitado a um veículo por beneficiário, no caso de motoristas de aplicativos e taxistas, ou por cooperado, no caso das cooperativas de táxi. Os motoristas precisarão ter cadastro ativo há pelo menos 12 meses na plataforma e ter realizado ao menos 100 corridas nesse período na mesma plataforma.
Já dos taxistas serão exigidas licenças e registros ativos junto aos órgãos de trânsito e com regularidade fiscal. As linhas de financiamento deverão ser contratadas em até quatro meses a partir da publicação da medida – ou seja, até outubro deste ano.
Já os critérios de elegibilidade dos beneficiários, os tipos de veículos financiáveis, os limites de financiamento, as exigências de sustentabilidade e as condições operacionais da linha serão regulamentados em ato conjunto dos ministérios da Fazenda e da Indústria.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Mateus Maia).
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