Para Abras, escala de trabalho não pode ser resolvida “em uma canetada” para todos os setores

Segundo Marcio Milan, cada segmento da economia tem especificidades operacionais que precisam ser consideradas

Para Abras, escala de trabalho não pode ser resolvida "em uma canetada" para todos os setores

A discussão sobre mudanças na jornada de trabalho no Brasil não pode ser resolvida “em uma canetada” para todos os setores, afirmou o vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Marcio Milan. Segundo o executivo, cada segmento da economia tem especificidades operacionais que precisam ser consideradas em eventuais mudanças no modelo atual de escala.

“A discussão está sendo feita de forma acelerada, mas o impacto é grande e diferente para cada setor”, disse Milan, em coletiva de imprensa.

De acordo com ele, o varejo alimentar já tem conduzido projetos piloto para avaliar a adoção de modelos alternativos, como a escala 5×2 com jornada de trabalho de 40 horas semanais.

Milan ressaltou ainda que experiências internacionais mostram que mudanças na jornada foram implementadas ao longo de períodos mais longos e em contextos de maior produtividade.

Para ele, o debate no Brasil ainda carece de maior aprofundamento. “Esses países são mais produtivos que o Brasil”, afirmou.

O executivo defendeu que eventuais mudanças sejam construídas por meio de negociação entre empresas e trabalhadores, e não apenas por meio de legislação.

Além disso, alertou que a redução da jornada pode elevar custos operacionais, com potencial de repasse ao consumidor final. O setor também já enfrenta desafios relacionados à escassez de mão de obra, o que pode dificultar a implementação de novos modelos.

Com informações de Estadão Conteúdo (Júlia Pestana).
Imagem: Agência Brasil

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