Hapvida amplia centro de pesquisa em São Paulo e investe em IA

Tecnologia da rede reduziu em 80% o tempo de seleção de pacientes para estudos

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A Hapvida inaugurou nesta terça-feira, 23, a ampliação de seu Centro de Pesquisa Clínica (CPC) em São Paulo, em um movimento para expandir a participação da companhia em estudos clínicos e fortalecer parcerias com a indústria farmacêutica. Com 444 metros quadrados, o novo centro é oito vezes maior que a estrutura anterior.

A expansão recebeu aportes de cerca de R$ 1 milhão a R$ 1,5 milhão em infraestrutura, segundo o vice-presidente de Relações Institucionais da Hapvida, Gustavo Ribeiro.

Para o executivo, a ampliação também pode aumentar a atratividade da companhia para farmacêuticas e empresas de saúde interessadas em desenvolver pesquisas clínicas no País. “Existe um grande anseio de investimento nessa área. Vejo esse centro como um grande polo de investimento, principalmente para a indústria farmacêutica”, afirmou.

Além da expansão física, a companhia tem ampliado o uso de Inteligência Artificial nas atividades de pesquisa clínica. Por meio de uma plataforma própria, a Hapvida reduziu em 80% o tempo necessário para identificar e selecionar pacientes elegíveis para estudos.

“Temos pacientes com condições raras ou cânceres raros em qualquer lugar do País. A Inteligência Artificial permite selecionar esses pacientes e direcioná-los para os estudos”, explicou o vice-presidente de Relacionamento Médico da Hapvida, Bruno Pinto.

Atualmente, as pesquisas conduzidas pela Hapvida estão concentradas principalmente em oncologia, doenças raras e doenças imunomediadas. Para 2026, a empresa mira incluir 1.400 pacientes em novos estudos clínicos. Até agora, mais de 1.000 participantes foram selecionados, segundo a empresa. A taxa de retenção de pacientes nas pesquisas é de 95,8%.

Segundo Ribeiro, a abrangência nacional da operadora, somada à diversidade da base de pacientes, pode ampliar o interesse de empresas em conduzir pesquisas clínicas no País e desenvolver novas tecnologias em saúde. “Esse centro de pesquisa se coloca em uma situação muito privilegiada para companhias que queiram testar determinados produtos e tecnologias. Aqui vai ter um campo muito fértil para isso”, acrescentou.

A Hapvida mantém atualmente uma rede de 88 parceiros, entre instituições de pesquisa, projetos de Real World Evidence (RWE) e iniciativas de referenciamento de pacientes.

A companhia projeta publicar 20 artigos científicos em revistas indexadas no PubMed em 2026. Até maio, 13 trabalhos já haviam sido publicados. Em 2025, o centro encerrou o ano com 21 publicações.

A Hapvida atende cerca de 16 milhões de beneficiários de planos de saúde e odontológicos em todo o País. A rede própria da companhia conta com 84 hospitais, 75 unidades de pronto atendimento, 367 clínicas médicas e 313 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial.

Com informação do Estadão de Conteúdo (Elisa Calmon).
Imagem: Divulgação 

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