Shoppings brasileiros devem desacelerar no 2º trimestre por “consumo pressionado”, diz BTG

Banco mantém a Allos como Top Pick do setor, com TIR real de 13% sobre o equity, e indica preferência pelos shoppings brasileiros em relação aos chilenos

O que a parceria entre Allos e Kinea nos ensina

Shopping Parque Dom Pedro, em Campinas, administrado pela Allos

O BTG Pactual projeta resultados “pouco expressivos” para os shoppings brasileiros no segundo trimestre de 2026, mostra relatório do banco. De acordo com os analistas, a desaceleração no crescimento de vendas “mesmas lojas” (SSS), que deve ficar entre o baixo e o médio dígito único para todas as operadoras, um ritmo mais fraco do que os trimestres anteriores.

O banco diz que o resultado é reflexo de bases de comparação elevadas e de um cenário de consumo mais pressionado para as famílias brasileiras. No lado financeiro, a projeção é de receitas consolidadas e EBITDA em queda de 5% anual, mas crescimento de FFO de 5% (a.a).

O banco observa que, apesar da desaceleração nas vendas, os demais indicadores operacionais permanecem sólidos; vacância e inadimplência seguem controladas, e os aluguéis continuam apresentando crescimento real. Entre as empresas brasileiras cobertas, a Allos (ALOS3) deve registrar crescimento de SSS de aproximadamente 3%, com impacto pontual do incêndio no Shopping Tijuca, receita líquida estimada em R$ 688 milhões (+5% a.a) e EBITDA ajustado de R$ 491 milhões (+7% a/a), com margem de 71%.

Iguatemi (IGTI11) e Multiplan (MULT3) devem apresentar SSS de cerca de 5%, mas com receitas em queda na comparação anual; de 2% e 16%, respectivamente, por conta de bases difíceis. No segmento de logística, a LOG (LOGG3) se destaca positivamente, com receita e EBITDA crescendo 6% a.a em um cenário setorial favorável, impulsionado por demanda sólida e crescimento real nos aluguéis.

O BTG mantém a Allos como Top Pick do setor, com TIR real de 13% sobre o equity, e indica preferência pelos shoppings brasileiros em relação aos pares chilenos, também analisados, por conta de valuations mais atrativos. A avaliação geral do banco é de que o setor segue resiliente, mas com sinais claros de perda de fôlego. O relatório assinado por Gustavo Cambauva e Gustavo Fabris, analistas do Banco BTG Pactual S.A.

Datas de divulgação dos balanços do 2T26:

Multiplan (MULT3): 30 de julho

Iguatemi (IGTI11): 4 de agosto

Allos (ALOS3): 6 de agosto

LOG (LOGG3): 6 de agosto

SYN (SYNE3): 13 de agosto

Imagem: Divulgação

Sair da versão mobile